Estados norte-americanos estão preocupados com a possível fusão entre a Paramount e a Warner Bros Discovery, avaliada em US$ 110 bilhões. Fontes indicam que ações legais podem ser apresentadas para bloquear o negócio já na próxima semana.
Embora os detalhes sobre quais aspectos da concorrência estão sendo questionados não tenham sido revelados, especialistas e órgãos de defesa do consumidor alertam que a fusão pode elevar os preços das assinaturas de streaming, além de resultar em demissões e uma oferta limitada de conteúdos, como filmes e notícias.
A Paramount já se prepara para arcar com uma dívida estimada em US$ 80 bilhões após a conclusão do acordo. Caso ocorram atrasos devido a contestações judiciais, os custos podem se tornar ainda maiores.
O CEO da Paramount concordou em oferecer uma “taxa de acompanhamento” de 25 centavos por ação aos acionistas da Warner Bros Discovery, totalizando cerca de US$ 650 milhões por trimestre, caso o fechamento do negócio não aconteça até outubro.
No início de junho, foi reportado que estados como Califórnia e Nova York estavam se mobilizando para entrar com uma ação judicial, visando aumentar a fiscalização sobre grandes fusões e aquisições num momento em que as autoridades federais estão mais favoráveis a esse tipo de transação.
O procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, está à frente da investigação para verificar se a fusão pode violar as leis antitruste do país. Procurado, o escritório de Bonta não se manifestou, assim como a Paramount, que não respondeu ao pedido de comentário.
Com informações de forbes.com.br.









