
O Gaeco deflagrou nesta quinta-feira (7) uma operação em Blumenau, Santa Catarina, para investigar um esquema de fraudes na merenda escolar. De acordo com o portal g1.globo.com, a investigação revelou que o pagamento de propinas superou R$ 3,6 milhões, realizado em locais como a residência de investigados, no estacionamento da prefeitura e em supermercados.
Nove mandados de busca e apreensão foram executados em Blumenau, Indaial e em Araucária, Paraná, onde estava localizada a sede da empresa vencedora por meio de manobras ilegais e acesso antecipado a informações confidenciais. O nome da empresa não foi divulgado.
Esta é a segunda operação do Gaeco em Blumenau nesta manhã e a terceira em dois dias. A primeira ação, realizada na quarta-feira (6), investigou uma licitação irregular relacionada às obras dos terminais do município. Além disso, nesta manhã, o foco foi a contratação de segurança e vigilância, em resposta a um ataque violento ocorrido em uma creche da cidade.
Em nota, a prefeitura afirmou que as operações de hoje estão relacionadas a contratos firmados pela gestão anterior, cuja administração terminou em 2024. A atual administração se declarou favorável à colaboração nas investigações, destacando seu compromisso com a legalidade e a transparência.
A operação, chamada de ‘Arbóreo’, em referência ao ingrediente principal da merenda escolar, revelou um esquema envolvendo funcionários públicos e representantes de uma grande empresa do setor alimentício. O contrato em questão foi assinado em abril de 2022 e rescindido pelo município em janeiro deste ano.
O Gaeco indicou que os repasses de vantagens indevidas eram sistemáticos, com um percentual fixo de 3% aplicado a cada pagamento feito pela prefeitura à empresa. Segundo o Ministério Público, os investigados monitoravam em tempo real os pagamentos, e, após a quitação das faturas, um dos operadores do esquema viajava até o Paraná para coletar os valores ilícitos em espécie, que eram posteriormente redistribuídos de maneira discreta. Os crimes investigados incluem corrupção ativa e passiva, fraude em licitação e organização criminosa.
A Prefeitura de Blumenau reafirmou que as ações do Gaeco investigam contratos da gestão anterior, e que a atual administração está colaborando com as autoridades.



