A economia brasileira registrou a criação de 921,64 mil empregos formais no primeiro semestre deste ano, conforme dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e do Emprego. Esse resultado representa uma queda de 25% em relação a 2025, quando foram abertas 1,23 milhão de vagas com carteira assinada. Além disso, este é o pior desempenho para os primeiros seis meses de um ano desde 2020, quando o país teve uma perda de um milhão de vagas devido à pandemia da Covid-19.
Atualmente, o Brasil possui um saldo de 48,03 milhões de empregos formais. Esse número é superior ao que foi registrado em maio deste ano (47,88 milhões) e em junho de 2025 (47,07 milhões).
A queda significativa na criação de empregos ocorre em um cenário de juros ainda elevados. A taxa Selic, fixada em 14,25% ao ano, continua sendo a mais alta do mundo em termos reais, mesmo após reduções feitas pelo Banco Central em encontros anteriores. O objetivo dessas taxas é desacelerar a economia para controlar a inflação.
No contexto do mercado de trabalho, o Banco Central destacou que está observando com atenção os indicadores de emprego. Em sua mais recente reunião, o Comitê de Política Monetária (Copom) analisou que a taxa de desemprego permanece em níveis historicamente baixos, ao passo que os rendimentos reais médios têm subido acima do crescimento da produtividade.
Somente no mês de junho deste ano, foram criados 145,16 mil postos de trabalho formais. No total, o governo contabilizou 2,22 milhões de contratações e 2,07 milhões de demissões. Comparando com junho de 2025, houve uma diminuição de 10,4% na criação de vagas, sendo este também o pior resultado para o mês desde 2020.
No que se refere aos setores da economia, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontou a criação de empregos em todas as áreas. Além disso, as cinco regiões do Brasil também viram a abertura de novas vagas.
O salário médio de admissão se fixou em R$ 2.404,34 em junho, representando um aumento real em relação ao mês anterior (R$ 2.387,44) e em comparação com o mesmo mês do ano passado (R$ 2.376,95).
É importante ressaltar que os dados do Caged se referem apenas aos trabalhadores com carteira assinada, não incluindo os informais, o que impossibilita comparações diretas com as informações sobre desemprego divulgadas pelo IBGE. Até maio, a taxa de desemprego no Brasil era de 5,6%, a menor já registrada para esse período.
Com informações de g1.globo.com.








