
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, Eduardo Bolsonaro, deputado federal cassado e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, negou ter atuado como produtor-executivo do filme "Dark Horse", que retrata a vida de seu pai. Este filme recebeu apoio financeiro do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Uma reportagem do portal "Intercept Brasil" revelou que Eduardo realmente desempenhou a função de produtor-executivo, conforme um contrato acessado pelo site, informação confirmada também pela TV Globo.
Em um vídeo divulgado, Eduardo esclareceu que o contrato tinha como único objetivo assegurar a continuidade do diretor na produção. Ele mencionou que realizou um investimento de US$ 50 mil nos Estados Unidos para garantir a contratação de um diretor de Hollywood, que seria responsável pela criação do roteiro e pelo início das filmagens. O contrato, segundo ele, assegurou a permanência do diretor por um período de dois anos, durante o qual ele assumiu todos os riscos envolvidos.
Durante a fase final do contrato, surgiu a oportunidade de captar um grande investidor, que acabou se unindo a um grupo maior de investidores. Eduardo afirmou que, após essa mudança, decidiu deixar o cargo de produtor-executivo, mas manteve os direitos autorais, permitindo que um ator pudesse representá-lo no filme, o que evitaria futuros litígios.
Além disso, a reportagem de quarta-feira (13) indicou que o banqueiro Vorcaro teve um papel crucial no financiamento do filme, mantendo comunicações diretas com Flávio Bolsonaro, irmão de Eduardo e pré-candidato à Presidência da República. Uma gravação vazada revela Flávio solicitando pagamentos e pressionando por dinheiro, totalizando R$ 61 milhões. A TV Globo corroborou essa informação.
Um aspecto investigado pela imprensa, conforme o blog de Andreia Sadi, é se os valores transferidos foram, de fato, direcionados à produção do filme ou se serviram como uma justificativa para custear as despesas de Eduardo nos Estados Unidos. Desde fevereiro do ano passado, o deputado cassado reside fora do Brasil.
Na quinta-feira (14), Eduardo defendeu que sua situação migratória nos Estados Unidos o impediria de receber qualquer quantia proveniente de um fundo de investimento vinculado a Vorcaro. Referente ao contrato de produção, este foi assinado digitalmente por Eduardo em 30 de janeiro de 2024, no qual ele aparece como produtor-executivo ao lado do deputado federal Mario Frias, ambos do PL de São Paulo.
O contrato menciona a empresa GoUp Entertainment, situada nos Estados Unidos, como responsável pela produção. As obrigações dos produtores-executivos incluíam o desenvolvimento do projeto e envolvimento em aspectos estratégicos relacionados ao financiamento do filme, além de preparar documentação para investidores e auxiliar na identificação de recursos financeiros, como créditos fiscais e patrocínios.



