O deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro manifestou, nesta segunda-feira (13), a defesa pela reativação da lei Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Essa legislação, utilizada pelos Estados Unidos, tem como objetivo punir estrangeiros por violação de direitos humanos.
A fala de Eduardo vem após Moraes ter suspendido, por 90 dias, as visitas do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em uma publicação nas redes sociais, Eduardo afirmou: “Se em todo um país apenas um prisioneiro é proibido de se comunicar com seu filho – e candidato à Presidência – por razões políticas, esta eleição não deveria, de antemão, ser reconhecida como democrática pelos países livres.”
A suspensão das visitas se deu devido à leitura, por Flávio, de uma carta de Jair durante uma transmissão ao vivo. Moraes interpretou essa ação como uma violação de sua ordem, que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.
Recentemente, em julho do ano passado, a administração de Donald Trump sancionou Alexandre de Moraes com a lei Magnitsky, bloqueando seus bens nos Estados Unidos e impedindo cidadãos americanos de realizar transações relacionadas. Contudo, em dezembro, essa sanção foi revogada.
Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos desde fevereiro e tem liderado tratativas a esse respeito. Ele, por sua vez, enfrenta um processo no STF, acusado de tentar coagir autoridades a interferirem em processos legais contra o pai, que é investigado por suposta tentativa de golpe de Estado. A recente decisão de Moraes ocorre em um contexto delicado, após Flávio ler a carta em que Jair expressou apoio à sua candidatura.
A divulgação dessa carta levou a uma série de reações, inclusive do PT, que apresentou uma representação ao STF para contestar a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, argumentando desrespeito às medidas cautelares em vigor.
Com informações de g1.globo.com.








