A venda de artigos de luxo pela internet no Brasil alcançou R$ 4,12 bilhões nos primeiros oito meses de 2023, apresentando um crescimento de 2,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O ticket médio subiu para R$ 663,29, um aumento de 2,4%, enquanto o número de pedidos registrou uma leve queda de 0,3%, totalizando 6,22 milhões.
O comportamento do consumidor indica que, embora a frequência nas compras tenha diminuído, a quantidade de itens adquiridos por pedido aumentou de 2,05 para 2,19, resultando em 13,58 milhões de produtos vendidos, o que representa um crescimento de 6,5%. O preço médio dos itens teve uma redução de 4,1%, fixando-se em R$ 303,51.
As informações são de um estudo realizado pela Confi, com a colaboração da solução de inteligência de mercado Neotrust e do E-Commerce Brasil.
Categorias de destaque
O setor de Moda e Acessórios manteve-se como o mais relevante, respondendo por 59,8% das vendas e totalizando R$ 2,47 bilhões, embora tenha apresentado uma queda de 1,8% em comparação anual. A categoria de Beleza e Perfumaria, por sua vez, teve um desempenho positivo, movimentando R$ 609,7 milhões e crescendo 17,3% em participação.
O crescimento em Utilidades Domésticas foi notável, avançando 49,1% e alcançando R$ 66,5 milhões, enquanto a categoria de saúde cresceu 30,8%. Móveis, com o maior ticket médio, registraram R$ 1.934, seguidos por Banho, Cama e Mesa a R$ 1.300 e Relógios e Joias a R$ 1.121.
No entanto, Relógios e Joias enfrentaram uma queda de 4,7%, gerando R$ 487,6 milhões em vendas, e sua retração se aprofundou nos últimos meses analisados.
Crescimento regional
Todas as regiões do Brasil reportaram crescimento, com destaque para o Norte, que avançou 5,6%, enquanto o Sul teve um aumento de 4,4%. O Centro-Oeste subiu 3% e o Nordeste apresentou um crescimento de 3,9%, superando a média do território nacional. O Norte também se destacou pelo maior crescimento percentual, e o Centro-Oeste teve o ticket médio mais alto do país.
Embora o Sudeste ainda represente 59% do faturamento total, foi a região que menos cresceu, com apenas 0,1%. De acordo com especialistas, essa leitura pode auxiliar marcas a identificar novas oportunidades de expansão e relacionamento com o consumidor.
O estudo abrangeu 92 lojas de e-commerce de alto padrão, incluindo segmentos como moda autoral, joalheria, alta perfumaria e revenda de luxo.
Com informações de forbes.com.br.










