O comércio eletrônico no Brasil alcançou um faturamento de R$ 208,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, apresentando um crescimento de 16,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa informação foi divulgada no relatório “Da Compra à Confiança” durante o Fórum E-commerce Brasil pela Confi, responsável pela plataforma Neotrust e pela operação Aftersale.
Esse crescimento está ligado a uma mudança nos hábitos de consumo. No primeiro semestre, foram registrados 756,7 milhões de pedidos, um aumento de 34,8%. Isso indica que os brasileiros estão comprando com mais frequência, mas gastando menos a cada vez. O tíquete médio caiu para R$ 275,50, uma redução de 13,3%, e o número de itens por compra diminuiu de 2,25 para 1,97.
Pedro Chiamulera, CEO da Confi, destacou que o crescimento se deve à recorrência nas compras. “O consumidor passou a realizar compras mais frequentes e planejadas”. Isso representa uma mudança no comportamento, onde o cliente opta por fazer pedidos menores com mais regularidade em vez de compras maiores apenas uma vez por mês, o que afeta toda a cadeia de suprimento, desde a embalagem até a entrega e trocas.
A Copa e Outros Itens do Carrinho
Entre os itens que mais contribuíram para o faturamento, a subcategoria de televisores teve destaque, gerando R$ 9,2 bilhões, um crescimento de 28,9%. As vendas de TVs acima de 70 polegadas aumentaram 165,1%, enquanto as de aparelhos menores perderam espaço.
O vestuário esportivo também teve um aumento significativo, com crescimento de 139,3% e faturamento de R$ 1,9 bilhão, impulsionado pelo lançamento da camisa da seleção brasileira, que alcançou uma participação de 48,7% nas vendas de camisas. Além disso, foram vendidos mais de 82 mil álbuns e 720 mil pacotes de figurinhas durante o semestre.
No entanto, a categoria que mais cresceu fora do contexto da Copa foi a de saúde, que teve uma alta de 45,8%, especialmente com as canetas emagrecedoras, que sozinhas faturaram R$ 6,1 bilhões, representando um aumento de 213%.
No geral, a categoria de moda e acessórios se manteve líder em faturamento, com R$ 19,3 bilhões, seguida de perto pelos eletrodomésticos, que somaram R$ 19,2 bilhões.
A pesquisa também analisou o pós-venda. Ao longo do semestre, 58% dos pedidos devolvidos resultaram em estornos e 42% em vale-compras. O tamanho incorreto foi o principal motivo para as trocas, representando 55% dos casos, à frente do arrependimento, que ficou com 15%. Vale destacar que uma devolução pode comprometer até 65% do valor do produto.
Para o segundo semestre, as projeções são otimistas, com a Confi prevendo um faturamento de R$ 254 bilhões. Se essa expectativa se concretizar, o e-commerce deverá fechar 2026 com um total de R$ 462,5 bilhões, um crescimento de 18,6% em relação ao ano anterior.
Com informações de forbes.com.br.









