Leandro Batista Nóbrega, proprietário do Frigorífico Goiás e conhecido pela marca “Picanha do Bolsonaro”, gerou polêmica nas redes sociais ao compartilhar uma recriação de uma denúncia feita por uma mulher trans. Na publicação, ele é acusado de transfobia e de não ter pago R$ 500 por um serviço. Em um tom de deboche, ele finaliza a postagem afirmando: “Comprou picanha, veio linguiça, não leva, devolva e não pague, porra!”.
A postagem foi feita na segunda-feira (13 de julho), três dias após a denúncia ser divulgada por uma coluna de um veículo nacional.
A denúncia
A mulher trans procurou a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Goiás no dia 15 de junho, poucas horas depois do encontro com Leandro. No boletim de ocorrência, acessado por fontes, ela relata que o mal-entendido começou devido a discrepâncias sobre o tipo de serviço que Leandro desejava contratar. Segundo o documento, o empresário a contatou anteriormente e eles marcaram o encontro pelo WhatsApp.
Leandro chegou ao endereço combinado às 13h e permaneceu no local por cerca de uma hora. Durante o atendimento, a acompanhante percebeu que o cliente era, na verdade, o empresário do Frigorífico Goiás. Após esse reconhecimento, a conversa evoluiu rapidamente para uma discussão sobre publicações consideradas transfóbicas feitas por Leandro nas redes sociais.
Investigação
A Polícia Civil de Goiás abriu um procedimento para investigar a denúncia apresentada pela mulher trans contra Leandro Nóbrega, que vem ganhando notoriedade por sua atuação no ramo frigorífico.
Com informações de metropoles.com.






