Nesta quinta-feira, 30, o dólar fechou em queda em relação ao real, acompanhando a desvalorização da moeda americana frente a outras moedas globais, influenciada pela decisão do Federal Reserve (Fed) publicada na véspera e por uma série de indicadores econômicos.
A cotação do dólar à vista diminuiu 0,95%, encerrando a R$5,0621. No acumulado do ano, a divisa já apresenta uma desvalorização de 7,78% em relação ao real.
No mercado futuro, o dólar para agosto, que é o contrato mais negociado atualmente, recuou 1,07%, sendo negociado a R$5,0660 às 17h03.
Na quarta-feira, o Fed decidiu manter a taxa de juros entre 3,50% e 3,75% e, segundo seu presidente, Kevin Warsh, o banco permanece comprometido com a meta de inflação de 2%. Warsh também destacou dados de inflação nos EUA que são vistos como “animadores”, afirmando que o Fed continuará monitorando as informações do mercado.
Os analistas interpretaram que o Fed não está apressado para elevar os juros, o que tende a beneficiar ativos de risco, incluindo as moedas de países emergentes. Esses comentários foram apoiados por dados que mostraram que o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 1,5% no segundo trimestre, abaixo dos 2,1% previstos.
Por conta desse cenário, o dólar teve desempenho negativo em relação a várias moedas, incluindo o peso chileno e o rand sul-africano, e registrou baixas contra o euro, a libra e o iene, em meio a especulações sobre uma possível intervenção do governo nesses mercados.
Além disso, o petróleo Brent caiu para menos de US$90 por barril, após uma alta significativa no dia anterior. A atenção global estava voltada para a situação no Oriente Médio, onde os EUA atacaram alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, em resposta a mísseis disparados contra suas forças na região.
O índice do dólar, que mede seu desempenho frente a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,84%, alcançando 99,940.
O Ibovespa também teve um dia positivo, fechando em alta e alcançando 177 mil pontos em sua máxima, impulsionado pelo clima otimista nos mercados globais e pela expectativa em torno dos resultados trimestrais de empresas.
O índice, referência do mercado acionário brasileiro, teve um aumento de 1,88%, fechando a 177.158,86 pontos, após ter registrado 173.884,55 pontos na mínima do dia. Essa valorização foi impulsionada pela alta nas bolsas dos EUA, onde o setor de tecnologia se destacou com grandes ganhos, especialmente após a Microsoft divulgar previsões animadoras.
Os contratos futuros do petróleo Brent terminaram com uma queda de 1,88%, a US$89,03 por barril, enquanto os operadores avaliavam propostas de cooperação marítima no Mar Vermelho lideradas pela Arábia Saudita.
A bolsa brasileira também focou nos balanços de empresas, com resultados relevantes divulgados por Motiva, Ambev e Usiminas, e os investidores aguardavam ainda os resultados da Multiplan e da Vale, programados para sair após o fechamento do mercado.
A taxa de desemprego no Brasil, divulgada pelo IBGE, ficou em 5,4% para o trimestre encerrado em junho, alinhando-se às expectativas de economistas e marcando a menor taxa registrada para o período desde 2012.
Destaques
- A PETROBRAS PN subiu 2% e a PETROBRAS ON avançou 2,19%, mesmo com as perdas no mercado de petróleo.
- O ITAÚ UNIBANCO PN teve alta de 2,2%, enquanto o BANCO DO BRASIL ON subiu 1,97%. Por outro lado, o SANTANDER BRASIL UNIT caiu 1,48% e o BRADESCO PN teve leve queda de 0,22% após anunciar um aumento de capital.
- A VALE ON subiu 1,39%, enquanto investidores aguardavam os resultados da companhia. O contrato de minério de ferro caiu 3,31%, para US$105,80 por tonelada métrica.
- A TOTVS ON teve a maior alta do Ibovespa, com avanço de 5,74%, refletindo o recuo dos juros futuros.
- A MOTIVA ON subiu 5,16%, após registrar um lucro líquido ajustado significativo.
- A AMBEV ON teve um leve avanço de 0,38%, revertendo perdas anteriores ao reportar resultados positivos.
- A USIMINAS foi a maior queda, com perda de 9,25%, apesar de um lucro no segundo trimestre acima do ano anterior.
Petróleo
Os preços do petróleo fecharam em baixa nesta quinta-feira, após um dia de negociações voláteis, enquanto os operadores avaliavam propostas de uma coalizão marítima liderada pela Arábia Saudita visando fortalecer a defesa no Mar Vermelho.
A Arábia Saudita busca liderar essa coalizão com apoio de 14 países, como Turquia e Egito. Os futuros do Brent fecharam com queda de US$1,71, ou 1,88%, a US$89,03 por barril, com os preços tendo atingindo uma alta intradia de US$93,31.
Os futuros do petróleo WTI dos EUA também registraram queda, fechando a US$83,59, após alcançar uma máxima de US$85,94. A tensão no Mar Vermelho, além de questões de gestão no Estreito de Ormuz, continua a influenciar os mercados.
O estreito, que representa uma parte crucial do comércio global de petróleo e gás, está sob monitoramento contínuo devido a conflitos na região.
Com informações de forbes.com.br.







