
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, a pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (15) revela que 42% dos eleitores estão mais apreensivos com a possibilidade de Lula permanecer no poder do que com um eventual retorno da família Bolsonaro. Nos meses anteriores, essa preocupação com Lula era de 43% em março e 41% em fevereiro.
Por outro lado, 43% dos entrevistados expressam mais temor com a volta dos Bolsonaro ao governo, comparado a 42% no mês passado e 44% em fevereiro. Um total de 6% afirma sentir medo de ambos os cenários, ligeiramente inferior aos 7% reportados anteriormente.
Encomendada pela Genial Investimentos, a pesquisa ouviu 2.004 indivíduos com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 13 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%. O registro do estudo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está identificado como BR-09285/2026.
Os entrevistados responderam à seguinte pergunta: “O que te dá mais medo hoje?” Os resultados foram os seguintes:
- Retorno da família Bolsonaro ao poder: 43% (anteriormente 42% em março e 44% em fevereiro);
- Um novo governo de Lula: 42% (reduzido de 43% em março e 41% em fevereiro);
- Medo dos dois: 6% (na comparação, 7% em março e fevereiro);
- Não tenho medo de nenhum deles: 4% (um leve aumento a partir de 3% em março);
- Não sabem/não responderam: 5% (sem alteração em relação a março).
Além da dimensão do medo, a pesquisa também apresentou a intenção de voto para a Presidência. No primeiro turno, Lula conta com 37% da preferência, enquanto Flávio Bolsonaro tem 32%. No segundo turno, Lula alcança 40% e Flávio Bolsonaro, 42%.
A distribuição de receios sobre a continuidade do governo Lula ou a possível volta da família Bolsonaro foi analisada segundo o posicionamento político dos eleitores:
Entre os apoiadores de Lula:
- Medo da volta dos Bolsonaro: 93% (um leve aumento de 92% em março);
- Medo de mais um governo de Lula: 2% (reduzido de 4% anteriormente);
- Medo de ambos: 1% (mantido constante);
- Sem medo de nenhum: 1%.
Entre eleitores da esquerda não lulista:
- Temor pela volta da família Bolsonaro: 88%, em comparação a 83% em março;
- Preocupação com um novo governo de Lula: 6%, inferior aos 9% em março;
- Medo dos dois cenários: 2% (sem alteração);
- Não temem nenhum deles: 2%.
Sem um posicionamento político claro:
- Medo de Bolsonaro voltar: 35% (manutenção);
- Temor de Lula continuar: 35% (sem variação);
- Medo de ambos: 13% (reduzido de 17% em março);
- Sem medo de nenhum: 7%.
Entre os que se identificam na direita não bolsonarista:
- Medo do retorno dos Bolsonaro: 4% (reduzido de 5%);
- Temor de um governo Lula: 85%, uma queda em relação a 88% em março;
- Medo de ambos: 5% (aumento de 2%);
- Não tem medo de nenhum: 1%.
Entre bolsonaristas:
- Medo do retorno da família Bolsonaro: 5%, consistente com meses anteriores;
- Medo de um novo governo de Lula: 91% (um leve decréscimo de 93% em março).
A pesquisa também abordou as opiniões sobre a reeleição de Lula. Os resultados indicaram que:
- Não: 59%, sem mudança significativa;
- Sim: 38%, uma leve alteração de 37% em março;
- Não sabem/não responderam: 3%, uma leve queda em comparação a 4%.
Em relação à avaliação do governo Lula, a pesquisa revelou que:
- Avaliação negativa: 42% (uma ligeira queda em relação a 43% em março);
- Avaliação positiva: 31%, sem variação em relação a março;
- Avaliação regular: 26%, igual ao mês anterior;
- Não sabem/não responderam: 1%.
Esses dados refletem uma variação nas percepções dos eleitores sobre o governo e os possíveis cenários políticos futuros, com a família Bolsonaro e Lula permanecendo como figuras centrais nas preocupações eleitorais.



