A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) informou que não tem pessoal disponível para substituir profissionais farmacêuticos afastados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Quando não é possível remanejar outros trabalhadores, os pacientes são orientados a buscar atendimento em outras unidades da rede.
A declaração vem após relatos de dificuldades na retirada de medicamentos em locais como Brazlândia e Paranoá, onde a ausência de farmacêuticos tem gerado transtornos. Atualmente, a rede pública conta com mais de 700 farmacêuticos, que somam cerca de 26 mil horas semanais de trabalho. A Secretaria adota estratégias como o remanejamento de servidores para suprir ausências temporárias, mas, quando isso não é suficiente, a população é direcionada para outras locais.
Farmácia fechada em Brazlândia
Na UBS 1 de Brazlândia, a farmácia está fechada desde 18 de julho, após o falecimento de um dos farmacêuticos. Pacientes relatam que, desde então, não houve reposição do profissional, e a unidade não oferece medicamentos de uso controlado. A SES-DF confirmou que apenas a UBS 1 está com o serviço suspenso entre as nove unidades da região e que está buscando restabelecer o funcionamento por meio de remanejamento interno.
Nas redes sociais, usuários expressaram descontentamento, comentando sobre a dificuldade de obter medicamentos. Um paciente mencionou que, ao procurar um remédio controlado, foi informado do falecimento do farmacêutico, destacando a urgência por um novo profissional.
Situação semelhante no Paranoá
Na UBS 1 do Paranoá, também ocorreram dificuldades na retirada de medicamentos. Com a farmacêutica afastada por licença médica, os pacientes foram orientados a procurar farmácias da região, como as de Paranoá Parque, Itapoã e São Sebastião. O retorno do profissional está previsto para agosto. Para amenizar o impacto, a SES-DF ajustou os processos de trabalho, permitindo que as Equipes de Saúde da Família continuem a distribuição de medicamentos aos pacientes atendidos na unidade.
Déficit de servidores
O Sindicato dos Enfermeiros do Distrito Federal (SindEnfermeiro-DF) destacou que as dificuldades na retirada de medicamentos refletem uma crise de recursos humanos na Secretaria de Saúde. O sindicato afirma que a falta de farmacêuticos não é um problema isolado, já que o déficit atinge quase todas as categorias da saúde, afetando o funcionamento geral da rede pública.
Atualmente, a Secretaria enfrenta um déficit de aproximadamente 25 mil servidores, incluindo mais de 2 mil enfermeiros. A falta de profissionais impacta o tempo de espera e o acesso da população a serviços essenciais, como a dispensação de medicamentos. A entidade ressaltou que a ausência de profissionais complica todo o fluxo nas unidades, resultando em filas maiores e demoras no atendimento.
Com informações de metropoles.com.








