
Um jovem questiona na Justiça a chamada “desadoção”, um processo que resultou na perda do sobrenome de suas mães adotivas. De acordo com informações do portal g1.globo.com, a defesa das mães, Lilian Regina Terres Moroso e Sônia Moroso Terres, afirma que a decisão de encerrar o vínculo familiar partiu exclusivamente de Flávio da Silva Maximiano Júnior, que já estava maior de idade na época da sentença. A defesa nega que Flávio tenha sido abandonado pela família.
Durante a tramitação do processo, as mães tentaram de todas as formas convencer Flávio a mudar de ideia. “As mães imploraram, pediram, choraram, fizeram de tudo para dissuadir o Flávio dessa decisão. Mas não teve jeito”, ressalta a advogada representante do casal. Segundo a defesa, a concordância das mães na desadoção ocorreu porque Flávio estava determinado a deixar a família. “Um homem adulto tomou essa decisão e elas não tiveram o que fazer”, informa a representante legal.
A advogada também destaca a dor emocional das mães com a saída do filho: “Com aquela sensação de mães que perderam o filho, elas tiveram que concordar”. Apesar da disputa legal, a defesa ressalta que o vínculo afetivo entre Flávio e suas mães adotivas permanece intacto. A advogada afirmou que, caso Flávio decida retornar, ele será recebido calorosamente: “Com certeza absoluta, o coração delas é de mãe.”
Flávio busca reverter judicialmente a decisão de desadoção, argumentando que o processo ocorreu sem audiência ou estudo psicossocial. O Ministério Público de Santa Catarina comentou que o caso representa um “divórcio filial”, uma situação não prevista na legislação atual. O Tribunal de Justiça do estado declarou que a questão está sendo tratada nas esferas administrativa e judicial.
Flávio expressou sua esperança em reverter a situação, afirmando: “Vou ser muito feliz”.



