
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o mercado interno de algodão em pluma tem observado um incremento gradual nas cotações durante a segunda quinzena de abril, superando a marca de R$ 400,00 por libra-peso. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), as cotações registraram uma alta acumulada de 4,33% no mês, subindo de R$ 396,84 para R$ 408,71 por libra-peso.
Esse movimento ascendente no valor é impulsionado, em grande parte, pela postura mais assertiva dos vendedores, que permanecem vigilantes em relação à valorização da fibra no mercado internacional. Além disso, dados divulgados pelo Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA) revelam que a cotação da pluma aumentou de R$ 119,39 por arroba no início de abril para R$ 122,93 até o dia 22, resultando em uma alta de R$ 3,54, ou aproximadamente 2,97%.
A Aiba (Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia) também reportou variações nos preços, que passaram de R$ 119,00 por arroba no começo de abril para R$ 128,25 no dia 22. Esse acréscimo de R$ 9,25 representa uma valorização de cerca de 7,77%.
Os produtores de algodão, conforme indicado pelo CEPEA, estão observando o progresso favorável das lavouras da safra 2025/26, que tem se beneficiado de condições climáticas adequadas até o presente momento. Enquanto alguns cotonicultores estão dedicados ao cumprimento de contratos já firmados, outros começam a mostrar interesse em novas transações.
Entretanto, a liquidez no mercado continua restrita, evidenciando a dificuldade em chegar a acordos entre compradores e vendedores. As indústrias estão atentas ao ritmo das vendas e à capacidade de transferir custos para os produtos finais. Por outro lado, os comerciantes buscam realizar operações “casadas” e aquisições pontuais para atender suas necessidades de entrega.
Ainda neste cenário, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) atualizou sua previsão em abril para a safra 2025/26, projetando uma oferta total de 6,58 milhões de toneladas, indicando um crescimento de 0,82% em relação ao relatório de março, impulsionado por um aumento na produção de 1,27%, agora estimada em 3,84 milhões de toneladas.
A demanda total foi ajustada para 3,96 milhões de toneladas, representando uma leve alta de 0,13% em comparação ao mês anterior, enquanto o consumo interno foi estimado em 730 mil toneladas, o que corresponde a um crescimento de 0,69%.
Com o aumento da oferta e uma demanda praticamente constante, o estoque final foi elevado em 1,88%, alcançando 2,63 milhões de toneladas. Essa conjuntura sugere uma maior disponibilidade de pluma no Brasil, o que pode, ao longo da temporada, exercer pressão sobre os preços no mercado nacional.



