
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a Compass, integrante do grupo Cosan e atuante na área de gás natural e infraestrutura energética, faz sua entrada na B3 nesta segunda-feira (11). Este evento marca o fim de quase cinco anos sem ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) na bolsa brasileira, trazendo um sopro de novidade para o mercado. A previsão é que a operação gere uma movimentação em torno de R$ 2,8 bilhões, incluindo um lote adicional.
Os papéis da empresa começarão a ser negociados no Novo Mercado da B3 sob o código “PASS3”. O valor de cada ação foi estipulado em R$ 28 após a conclusão do processo de bookbuilding, que é uma metodologia onde instituições financeiras analisam o interesse de investidores e suas expectativas de pagamento pelas ações.
É importante ressaltar que essa oferta foi completamente secundária, o que significa que não foram emitidas novas ações pela Compass. Todo o capital arrecadado será direcionado exclusivamente aos acionistas vendedores, com destaque para a Cosan, que é a principal vendedora deste processo.
A operação incluiu a distribuição de 100,9 milhões de ações no mercado, totalizando um montante de R$ 2,824 bilhões, não contabilizando o possível exercício do lote suplementar. A estreia da Compass na bolsa ocorre em um contexto onde a Cosan está focada em reduzir seu nível de endividamento. No final do quarto trimestre, a holding registrou uma alavancagem pro forma expandida de 3,3 vezes na relação entre dívida líquida e Ebitda, utilizando a oferta da Compass como parte de sua estratégia de diminuição da dívida.
Apesar dessa movimentação, o grupo controlador continuará a deter uma substancial participação na Compass. De acordo com os documentos da operação, a participação do bloco controlador deverá ser de aproximadamente 77,25% do capital social da empresa, podendo descer para 75,37% caso o lote suplementar seja completamente exercido.
A Compass se dedica à distribuição de gás natural, à comercialização deste recurso e à infraestrutura energética. A empresa controla ativos significativos, como a Comgás e a Compagas, além de ter participações em diversas concessionárias e no Terminal de Regaseificação localizado em São Paulo, no Porto de Santos.



