O senador Ciro Nogueira, presidente nacional do Progressistas (PP), informou ao senador Flávio Bolsonaro, do PL, que a federação entre PP e União Brasil optará pela neutralidade na eleição presidencial no primeiro turno, com possibilidade de manter a mesma posição no segundo.
Flávio já havia recebido uma recusa da senadora Tereza Cristina, do PP, ao convite para integrar a chapa como vice na candidatura presidencial do PL. A equipe de Flávio pretende continuar buscando alianças até o prazo final das coligações, que se encerra em 5 de agosto, na esperança de melhorar suas intenções de voto.
Durante a conversa entre Ciro Nogueira e Flávio Bolsonaro, realizada na última quarta-feira (22), o senador do PL ainda alimentava esperanças de firmar uma aliança com os Progressistas e o União Brasil. No entanto, a necessidade de os partidos permitirem que seus membros façam alianças regionais pesou na decisão de ambos os partidos.
Em alguns estados, a federação estará ao lado de candidatos mais alinhados à direita, enquanto em outros pode apoiar aliados do presidente Lula. Além dos aspectos regionais, a falta de entusiasmo em torno da candidatura de Flávio, que enfrenta problemas internos, influenciou essa escolha.
Os partidos também têm preocupações quanto a novas acusações que podem surgir ligando Flávio Bolsonaro ao banqueiro Daniel Vorcaro. A análise de uma fonte do Centrão destacou que “a expectativa de poder às vezes é maior do que o poder”.
No pleito de 2022, o PP se aliou ao ex-presidente Jair Bolsonaro, e na época, a relação de Ciro Nogueira com o então presidente era considerada excelente. No entanto, atualmente, Nogueira tem se queixado de Flávio Bolsonaro por falta de apoio em uma operação da Polícia Federal da qual foi alvo.
Flávio agora tentará uma aliança com o partido Republicanos, que também havia se unido a Bolsonaro em 2022. Contudo, o partido sinaliza que também deve permanecer neutro na eleição presidencial, reclamando da falta de apoio do PL a seus candidatos em algumas localidades, como no Mato Grosso. Nesta quarta-feira, o PL oficializou a candidatura do senador Wellington Fagundes ao governo, em oposição a Otaviano Pivetta, do Republicanos, que busca a reeleição. A situação em outros estados, como Roraima e Acre, também se apresenta desafiadora.
Com informações de g1.globo.com.







