
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, nesta quinta-feira (7), Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal (PF), noticiou ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que o senador Ciro Nogueira (PP-PI) seria o foco principal da nova fase da “Operação Compliance Zero”. A comunicação foi feita logo pela manhã, assim que as equipes da PF garantiram a segurança dos alvos envolvidos, a fim de evitar complicações no processo.
Fontes próximas ao caso revelaram que a decisão de Andrei Rodrigues em informar Alcolumbre estava alinhada com as diretrizes de cooperação interinstitucional, além de visar prevenir que o presidente do Senado fosse pego de surpresa com as investigações. Esta iniciativa serve também para garantir um bom relacionamento entre Alcolumbre e o governo Lula, considerando a recente articulação do presidente do Senado para barrar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Além disso, a Polícia Federal havia solicitado ao ministro relator do inquérito do Banco Master, André Mendonça, a realização de operações de busca e apreensão tanto no gabinete quanto no escritório político de Ciro Nogueira. Contudo, Mendonça optou por não autorizar essas ações, evitando assim tensões adicionais entre o Judiciário e o Senado, especialmente no delicado contexto político relacionado ao caso Master, que tem gerado preocupações entre os que mantêm conexões com Daniel Vorcaro.
Em resumo, a atuação coordenada entre a PF e o Senado destaca a complexidade das relações de poder e a prudência necessária diante de operações sensíveis, sem deixar de lado os impactos que tais movimentações podem ter sobre o cenário político brasileiro.



