O mercado bancário nos Estados Unidos tem se mostrado desafiador para instituições estrangeiras e fintechs, apresentando mais riscos do que oportunidades. Recentemente, o BBVA, um dos maiores bancos da Espanha, vendeu sua unidade americana para a PNC, enquanto a N26, da Alemanha, encerrou suas operações após apenas dois anos no país. O mesmo aconteceu com a britânica Monzo, que deixou o mercado há quatro meses, e a Revolut, que se esforça para conquistar clientes americanos novamente, agora em busca de uma licença bancária. Até a Chime, um forte concorrente digital local, detém apenas 5% de participação no mercado após 12 anos de operação e investimentos bilionários.
Em meio a esse cenário, o Nubank, uma das fintechs mais promissoras do Brasil, decidiu se aventurar no mercado americano. Em janeiro, a empresa recebeu uma aprovação condicional para solicitar uma licença bancária federal nos EUA. Essa autorização inicia a contagem regulatória, e o Nubank deve investir capital próprio em sua operação americana até fevereiro de 2027 e iniciar atividades até meados do próximo ano.
Conhecido por seu modelo inovador, o Nubank tem uma chance significativa de conquistar o mercado dos EUA, mantendo seu compromisso com a disciplina financeira e os resultados que elevaram seu valor de mercado para US$ 68 bilhões, superando os US$ 38 bilhões no momento em que abriu capital na Bolsa de Nova York, em dezembro de 2021.
Fundado em 2014 como um cartão de crédito em um mercado brasileiro dominado por grandes bancos, o Nubank já conta com 115 milhões de clientes no Brasil, além de 15 milhões no México e quase 5 milhões na Colômbia. No último ano, a empresa registrou uma receita de US$ 16 bilhões e um lucro líquido de US$ 3 bilhões, graças a um modelo digital que reduz os custos de atendimento.
David Vélez, cofundador e CEO do Nubank, é colombiano e formou sua fortuna de US$ 13 bilhões após optar por criar sua própria empresa. Ele reconhece que as dificuldades enfrentadas por novos entrantes em mercados emergentes são maiores que aquelas nos EUA, mas permanece confiante de que o Nubank pode prosperar no mercado norte-americano.
Com informações de forbes.com.br.








