
Mulher de 37 anos é acolhida ao fingir ter 12 anos
Um casal de Joinville (SC) acolheu Amanda Maria Souza de Oliveira, que se passava por uma adolescente. As vítimas, com idades entre 40 e 50 anos, foram "sequestradas emocionalmente", segundo o delegado Rodrigo Bueno Gusso. Amanda, que completa 38 anos na quarta-feira (10), foi presa em flagrante no dia 2 de junho. Sua prisão foi convertida em preventiva e, subsequentemente, foi indiciada por falsa identidade e estelionato na sexta-feira (5), conforme informações do portal g1.globo.com.
O advogado Rafael Luiz Siewert, defensor público, informou que ela passará por exames de sanidade mental.
Acolhimento enganoso
Durante 14 meses, Amanda conviveu com a família, tendo se apresentado como uma criança que fugira de maus-tratos no Pará. A investigação revelou que ela é natural do Ceará e já havia utilizado relatos similares em outros estados. Além da família que a acolheu, o pastor e a comunidade também foram enganados, tendo se mobilizado para fornecer um lar a Amanda. Os nomes das vítimas foram preservados.
Além de uma festa de aniversário, Amanda recebeu remédios para emagrecimento e viveu em um quarto decorado com brinquedos. "Ela conseguiu sequestrar emocionalmente a família e, enquanto estava com eles, levava uma vida de adolescente muito boa", afirmou o delegado.
Rede de mentiras
Para justificar sua aparência adulta, Amanda alegava ter autismo e outras condições, afirmando que seus traços eram consequências de abusos na infância. Ela adotava comportamentos infantilizados, usava mamadeiras e chupetas e simulava crises de pânico para obter atenção.
A descoberta da farsa se deu quando um parente da família pesquisou sobre ela e encontrou relatos de golpes semelhantes. A Polícia Civil identificou que Amanda havia cometido crimes similares em Curitiba (PR), Nova Iguaçu (RJ), além de Minas Gerais, Goiás e Ceará. A investigação em Santa Catarina também analisa possíveis casos em Florianópolis e Chapecó.
Em depoimentos, Amanda confessou que essa prática foi recorrente. A nutricionista Renata Magalhães, outra vítima, relatou experiências perturbadoras e ressaltou a gravidade da situação: “Ela é uma estelionatária, uma mulher perigosa que criou uma narrativa.”
Infelizmente, essa história revela como é fácil cair em golpes perpetrados por pessoas dispostas a explorar a empatia dos outros.



