De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o Partido dos Trabalhadores (PT) intensificou suas atividades nas redes sociais e adotou um tom mais agressivo em sua campanha. Essa estratégia foi impulsionada após a divulgação, na última quarta-feira (13), de mensagens que indicam que Flávio Bolsonaro (PL) solicitou diretamente a Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, recursos para a realização de um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Conforme relatos de membros e lideranças do PT, o plano envolve uma reestruturação na comunicação do partido, focando no enfrentamento político e na produção de conteúdo em tempo real, além de respostas rápidas a ataques dos adversários.
Essa nova abordagem já está em ação. Logo após a publicação das mensagens pelo site Intercept Brasil, o PT lançou um vídeo nas redes sociais, acompanhado de um versículo bíblico que afirma: "não há nada oculto que não venha a ser revelado".
Em outra postagem, utilizada no mesmo dia, uma música no estilo piseiro foi escolhida como fundo para montagens que criticam Flávio Bolsonaro, relembrando a polêmica de "rachadinha" de 2019 e seus vínculos com Fabrício Queiroz, além de insinuar que ele deseja "vender" o Brasil aos Estados Unidos.
Outros conteúdos também foram elaborados para criticar figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o pré-candidato à presidência Romeu Zema (Novo), e o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Essas críticas se concentram nas defesas que fazem de privatizações de estatais, como Petrobras, Sabesp e Cedae. Um dos vídeos, inclusive, faz alusão aos desafios sociais enfrentados na Argentina durante o governo de Javier Milei, que é aliado a políticos de direita no Brasil.
A nova direção do PT, liderada por Edinho Silva desde agosto do ano passado e coordenada por Nicole Briones, ex-coordenadora das mídias sociais de Lula, marca uma fase de "guerra eleitoral digital". Essa mudança de estratégia reconhece que a disputa de 2026 ocorrerá em grande parte nas redes sociais, o que motivou o partido a agir rapidamente, visando uma operação mais profissional e impactante.
Os líderes do PT têm a intenção de fornecer a militantes, parlamentares e influenciadores alinhados ao partido, conteúdos direcionados que tratem de temas sensíveis para seus oponentes, como a questão do Banco Master. A leitura interna do partido sugere que é fundamental "preparar o terreno" desde já para enfrentar uma campanha que consideram contínua no espaço bolsonarista.
Tais movimentações no PT refletem a nova fase sob a atual liderança, que é pautada por estratégias digitais mais robustas, maior organização para os confrontos políticos e menos dependência da comunicação convencional.

