A taxa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre uma parte das exportações brasileiras começa a valer a partir de quarta-feira (22). A decisão foi tomada após uma investigação conduzida pelo governo de Donald Trump, que alegou que práticas brasileiras restringem o comércio com os EUA. Dentre as situações citadas estão o sistema de pagamentos PIX e a legislação voltada a plataformas digitais.
O governo brasileiro contestou a nova tarifa, considerando-a uma intromissão em assuntos internos e de natureza política. De acordo com as autoridades, essa medida impacta 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, o que equivale a aproximadamente US$ 7,4 bilhões. Entretanto, 57% dos produtos exportados continuarão isentos dessa taxa.
Entre os itens que não sofrerão a sobretaxa estão petróleo bruto, café em grão e carne bovina. Por outro lado, setores como máquinas agrícolas, etanol e papel serão afetados. O governo brasileiro ainda estuda a possibilidade de acionar a Lei da Reciprocidade Econômica, que permite retaliações contra países que impõem barreiras ao Brasil.
Os efeitos econômicos da nova tarifa nos setores afetados devem ser significativos, principalmente no agronegócio, que poderia perder cerca de R$ 4,6 bilhões ao ano. Entretanto, especialistas acreditam que a medida poderá ser contornada com ações diplomáticas e negociações mais detalhadas sobre os itens atingidos.
Embora o governo esteja se preparando para responder à nova taxa, as reações devem ser ponderadas. Isso se deve ao receio de que uma escalada de tensões leve a um ciclo de tarifas ainda mais altos, semelhante ao que ocorreu nas disputas comerciais entre China e EUA.
Além disso, o governo federal planeja desenvolver uma série de medidas para mitigar os impactos econômicos da nova tarifa, incluindo a criação de uma linha de crédito para empresas afetadas e investimentos no agronegócio.
Ainda paira a dúvida sobre uma possível tarifa adicional de 12,5% que pode ser imposta por alegações de importações feitas com trabalho forçado, o que somaria a uma sobretaxa total de até 37,5%. A confirmação desta nova taxa deve ocorrer nos próximos dias.
Com informações de g1.globo.com.








