Jovem denuncia funcionário de loja de telefonia por copiar foto íntima em Chapecó (SC)
De acordo com informações do portal g1.globo.com, Eduarda Kruger, de 20 anos, relatou nas redes sociais que teve uma foto íntima copiada de seu celular sem autorização durante um atendimento em uma loja da TIM em Chapecó, Santa Catarina. O incidente ocorreu na última quinta-feira, quando a jovem foi à loja para alterar seu plano de telefone.
Durante o atendimento, o funcionário solicitou a senha do celular para acessar o aplicativo da operadora. Eduarda confiou que essa prática era parte do protocolo padrão e forneceu o acesso. O crime foi descoberto quando, ao entrar no carro, a jovem notou uma notificação de transferência via AirDrop ainda ativa na tela do seu celular.
Ela afirmou que o atendente aproveitou o momento em que estava sozinho com o aparelho para acessar a pasta de itens ocultos e enviou a foto íntima para seu próprio dispositivo. "Fiquei em estado de choque. Liguei para o meu pai, minha irmã e um amigo policial, que me aconselhou a denunciar o caso. Fiz a ligação para o 190", relatou ela em um vídeo.
A TIM emitiu uma nota informando que a pessoa envolvida não era funcionária da operadora, mas de uma empresa parceira, e foi desligada assim que as irregularidades foram identificadas. A reportagem não conseguiu localizar o funcionário mencionado.
Durante a presença policial, Eduarda teve a oportunidade de examinar o celular do suspeito e descobriu que a pasta de itens ocultos continha fotos de várias outras mulheres, sugerindo que a conduta era habitual. Ela conseguiu apagar seus próprios registros do dispositivo e, em seguida, registrou um boletim de ocorrência na delegacia.
A jovem mencionou que uma representante da TIM entrou em contato para se desculpar pelo ocorrido, ressaltando a gravidade da situação. "Trago isso como alerta, pois se não tivesse feito essa denúncia, onde poderia ter chegado minha foto? É muito delicado, estou mal e triste. Senti culpa por ter dado minha senha, mas confiei que ele estava apenas fazendo seu trabalho".
A reportagem também procurou a Polícia Civil de Santa Catarina sobre a investigação do caso, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
O que diz a TIM
A empresa enfatizou que possui uma política de tolerância zero para atitudes desse tipo e reforçou que o indivíduo envolvido não era funcionário da operadora, mas de um parceiro, sendo desligado imediatamente ao serem identificados os fatos que contradizem os padrões de ética e conduta da empresa. A TIM pediu desculpas pelo ocorrido e manifestou solidariedade à cliente.

