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Anvisa alerta para ilegalidade de peptídeos injetáveis à venda online

A Anvisa alertou que peptídeos injetáveis, como GHK-CU e BPC-157, não possuem registro no Brasil e não podem ser comercializados para saúde ou estética, alegando falta de garantias sobre segurança e eficácia.

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Reprodução/Metrópoles

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta sobre peptídeos injetáveis que estão sendo vendidos online. Esses produtos, que prometem estimular a produção de colágeno, acelerar a cicatrização e melhorar a recuperação muscular, não têm registro na agência e, portanto, são considerados ilegais para uso em saúde ou em procedimentos estéticos no Brasil.

A Anvisa destacou que substâncias como GHK-CU, BPC-157, TB-500, CJC-1295 e ipamorelina não estão regulamentadas em nenhuma categoria, seja como medicamentos, suplementos alimentares ou cosméticos. Por conta disso, esses produtos não oferecem garantias quanto à segurança, qualidade, composição ou origem.

O que são peptídeos?

Peptídeos são moléculas que nosso corpo produz naturalmente e desempenham diversas funções biológicas, como cicatrização, resposta imunológica e ação hormonal. Porém, a presença de peptídeos no organismo não garante que todos os produtos à base dessas substâncias sejam seguros ou tenham comprovada eficácia.

Vale ressaltar que a medicina reconhece o uso de peptídeos em tratamentos consolidados, como a insulina, que há mais de 100 anos auxilia no controle do diabetes, e medicamentos como semaglutida e tirzepatida, indicados para diabetes e obesidade. Esses produtos passaram por extensos estudos e análises das autoridades sanitárias antes de sua aprovação.

Por que a venda é proibida?

A Anvisa explica que as substâncias promovidas para efeitos estéticos ou para melhorar o desempenho físico não têm autorização para serem usadas como suplementos alimentares no Brasil. Além do mais, os suplementos só podem ser administrados pela via oral, o que significa que não existem suplementos alimentares injetáveis autorizados no país.

Além disso, esses peptídeos não possuem registro como medicamentos, sendo necessária a apresentação de estudos que comprovem sua segurança e eficácia para obter essa autorização. A agência ressalta que medicamentos manipulados devem ser feitos apenas com prescrição médica, em farmácias de manipulação devidamente regularizadas.

Com informações de metropoles.com.

TAGS: Segurança

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Advogado, autor, professor e palestrante focado na transformação digital da sociedade. Especializado em Direito Civil e atuante no Direito Digital e Empresarial.

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