A Anfavea, que representa as montadoras no Brasil, atualizou suas previsões nesta terça-feira, indicando um cenário otimista para a produção e as vendas de veículos novos no país até 2026. O destaque vai para a expectativa de crescimento nas vendas de modelos leves, enquanto o segmento de pesados deve enfrentar uma queda.
A entidade projeta um aumento de 12,1% nas vendas em comparação ao ano passado, atingindo a marca de 3,01 milhões de unidades, o que representa o maior volume desde 2014. Essa revisão é significativamente superior à estimativa anterior, que apontava para um crescimento de apenas 2,7%. Em 2025, foram emplacados 2,69 milhões de veículos novos no Brasil.
O crescimento nas vendas será impulsionado por uma alta de 13% nos veículos leves, enquanto as vendas de pesados devem recuar 6%, segundo a Anfavea.
Quanto à produção, espera-se um crescimento de 5,8%, chegando perto de 2,80 milhões de veículos, superando a previsão anterior de 3,7% e em comparação aos 2,64 milhões produzidos no ano passado.
As exportações também são parte do cenário, com a Anfavea projetando a venda de 462 mil veículos para o exterior, o que representa uma queda de 12,8% em relação ao ano anterior, em contrapartida à previsão anterior de um aumento de 1,3%.
O presidente da Anfavea, Igor Calvet, comentou que o setor enfrenta dois mercados distintos: um avanço robusto nos veículos leves e um desempenho negativo nas vendas de caminhões, que deverão continuar em queda até o final do ano.
Calvet também destacou que o setor se beneficiou das fases do Move Brasil, um programa do governo federal que financia a troca de veículos por modelos novos e sustentáveis. No entanto, ele expressou ceticismo sobre a possibilidade de uma terceira fase do programa, devido a restrições fiscais e eleitorais. “Fontes do governo me dizem que não há espaço para um Move 3”, declarou.
Desempenho do Primeiro Semestre
No mês de junho, a produção de veículos caiu 3% em relação a maio, totalizando 246 mil unidades. Contudo, comparado a junho de 2025, houve um crescimento de 17,2%, resultando em um aumento acumulado de 8,8% no primeiro semestre de 2026, alcançando 1,37 milhão de veículos, o melhor desempenho para o período desde 2019.
As vendas de junho chegaram a 272,5 mil unidades, uma leve queda mensal de 0,8%, mas um crescimento de 28% em relação ao mesmo mês do ano passado. Até o final de junho, as vendas totais apresentaram um aumento de 18,5% na comparação anual, somando 1,42 milhão de unidades.
Calvet apontou que o aumento nas vendas foi impulsionado pela crescente demanda por veículos eletrificados, que já superaram 130 mil unidades, com forte contribuição das importações, especialmente da China. No acumulado do ano, as importações de veículos leves eletrificados tiveram um aumento superior a 70%.
Por outro lado, as exportações de veículos em junho totalizaram 36,7 mil unidades, sinalizando uma queda de 1,9% em comparação a maio e uma diminuição de 26,7% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No total do ano, as vendas externas apresentaram uma redução de 21,2%, somando 216,6 mil veículos.
Com informações de forbes.com.br.






