
A Polícia Civil iniciou nesta quinta-feira (28) a segunda fase da operação Chave de Roda, que investiga a empresa “Pneu Z”, do setor automotivo, suspeita de aplicar golpes em consumidores em diferentes estados do Brasil. Conforme informações do portal g1.globo.com, a empresa, que se especializa na troca de pneus, é acusada de práticas abusivas, levando alguns clientes a gastar quantias excessivas em serviços não necessários.
A investigação revelou que um cliente chegou a desembolsar R$ 30 mil em uma das lojas da rede, após ser levado a crer que seu veículo precisava de uma série de serviços. Segundo o delegado assistente do 1º DP de Mogi das Cruzes, Lyon Ribeiro Silva, muitos consumidores, ao buscarem serviços simples como a troca de pneus, acabavam recebendo diagnósticos de problemas mecânicos inexistentes, sendo obrigados a autorizar gastos muito além do esperado.
Entre as práticas irregulares está a venda casada, que contraria o Código de Defesa do Consumidor; ou seja, para substituir pneus, os clientes precisariam, obrigatoriamente, levar também alinhamento e balanceamento.
Com 43 unidades em operação, a “Pneu Z” tem 10 lojas sob a administração de dois franqueados na região do Alto Tietê, abrangendo cidades como Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes e Suzano, além de atuar em outras localidades no estado de São Paulo e em estados como Santa Catarina, Paraná e Goiás. A investigação identificou aproximadamente 20 vítimas só na região do Alto Tietê e mais de 100 em todo o país.
No momento, a polícia não planeja realizar prisões, mas medidas cautelares serão aplicadas a sete investigados, que incluem o afastamento da gestão da empresa e bloqueio de seus bens. Durante o processo, foram encontrados mais de R$ 4 milhões nas contas dos envolvidos.
A apuração começou após registros de boletins de ocorrência e denúncias de consumidores, além de análises de prisões em flagrante ocorridas em unidades da empresa. A investigação sugere que há uma coordenação entre administradores, gerentes e funcionários, com metas comerciais que induzem clientes a contratarem serviços desnecessários.
A operação conta com suporte de equipes do Alto Tietê e do interior paulista, trabalhando sob autorização judicial para a coleta de provas e prosseguimento das investigações.



