
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) denunciou, nesta sexta-feira (22), três indivíduos pelo assassinato da corretora gaúcha Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, que foi morta em março em Florianópolis. Os acusados enfrentarão as charges de latrocínio, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
Luciani foi assassinada em 3 de março. Seu corpo, mutilado, foi transportado para Major Gercino, a cerca de 100 quilômetros de Florianópolis, onde foi encontrado oito dias depois.
Todos os denunciados estão atualmente encarcerados.
Detalhes da Denúncia
Os responsáveis são:
- Mulher de 46 anos: empresária e administradora do condomínio onde Luciani residia. Encontra-se presa em Florianópolis.
- Homem de 26 anos: vizinho de Luciani. Está detido em Porto Alegre.
- Mulher de 29 anos: namorada do vizinho. Está presa em Rio Grande (RS).
Conforme a denúncia, na noite de 3 de março, os três invadiram o apartamento de Luciani, no bairro Santinho, para roubar, utilizando a posição da administradora do condomínio como vantagem. A mulher de 29 anos triturou sedativos que foram misturados à bebida de Luciani, levando-a a perder a consciência. Após isso, a vítima foi atacada com um instrumento cortante.
Após a morte da corretora, os criminosos roubaram diversos pertences, incluindo uma televisão, um videogame, cartões e o carro, um HB20. Usando os cartões, efetuaram compras online e adquiriram uma serra elétrica.
Nos dias subsequentes, possivelmente em 5 de março, o homem retornou ao apartamento e utilizou a serra elétrica para mutilar o corpo, ajudado pelo irmão adolescente de 14 anos. Com o auxílio da namorada e da mãe dela, transportou os restos mortais para Major Gercino, onde foram jogados em um rio.
Desaparecimento e Ações da Polícia
O delegado Anselmo Cruz, que lidera a investigação, relata que o corpo de Luciani foi avistado em um córrego por moradores no dia 9 de março. A Polícia Militar foi acionada e retirou o corpo dois dias depois.
A motivação do crime aparenta estar ligada ao patrimônio da vítima, uma vez que a polícia identificou compras realizadas pelos acusados utilizando os dados da vítima. Itens como eletrônicos e artigos esportivos foram adquiridos após o desaparecimento de Luciani.



