
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou um investimento de US$ 2 bilhões direcionado a empresas americanas que atuam na área de computação quântica. Desses fundos, a IBM receberá a maior parte, com um total de US$ 1 bilhão, destinado a promover o desenvolvimento de supercomputadores.
Essa iniciativa ocorre em um contexto de crescente interesse e investimento na computação quântica, um setor que está em uma corrida para desenvolver máquinas capazes de usar princípios da mecânica quântica para resolver problemas complexos, muito além do alcance das tecnologias de computação convencionais.
A IBM acredita que, ao longo da próxima década, a computação quântica poderá gerar um impressionante valor econômico, estimado em até US$ 850 bilhões até 2040. Além disso, a consultoria McKinsey & Company aponta que setores estratégicos como o automotivo, químico, serviços financeiros e ciências da vida poderão colher um potencial de até US$ 1,3 trilhão até 2035 em decorrência dessa nova tecnologia.
Recentemente, a IBM revelou que um dos objetivos do investimento do governo é apoiar sua nova empresa, chamada Anderson, que se concentra em pesquisa e desenvolvimento. “Estamos diante de um dos compromissos mais expressivos na área de pesquisa quântica que o governo dos EUA já fez, posicionando o país para ser um líder na fabricação de wafers quânticos, fundamentais para chips de computadores quânticos”, afirmou a IBM em um comunicado.
A corporação também planeja injetar mais US$ 1 bilhão na Anderson com a expectativa de atrair novos investidores à medida que a companhia se expande. Assim que as notícias se tornaram públicas, as ações da IBM tiveram uma alta de mais de 7% no mercado.
Os computadores quânticos possuem a capacidade de resolver problemas em um tempo significativamente menor se comparados aos computadores tradicionais, o que os torna promissores em áreas como saúde, energia, segurança nacional e preservação ambiental. Essa maior eficiência se deve ao fato de que os sistemas quânticos operam de maneira distinta, processando informações a velocidades muito superiores.
Entretanto, a revolução trazida pela computação quântica também traz preocupações relacionadas à segurança cibernética. Embora a evolução esperada dessa tecnologia ainda não tenha se concretizado completamente, grandes empresas como IBM, Microsoft e Google continuam investindo esforços na pesquisa quântica, enfrentando desafios técnicos significativos. Um dos obstáculos principais é que os "qubits", a unidade fundamental de informação nos computadores quânticos, são extremamente vulneráveis a influências externas, como variações de temperatura e iluminação.
Esse novo aporte financeiro do governo americano irá também beneficiar companhias menores, como a D-Wave Quantum e a Rigetti Computing, que devem receber até US$ 100 milhões cada em troca de ações. Alan Baratz, CEO da D-Wave, descreveu essa situação como um momento transformacional, não apenas para a empresa, mas para todo o setor quântico e para o país.
Por seu turno, Subodh Kulkarni, CEO da Rigetti, comentou que o investimento irá acelerar o crescimento da empresa e a aproximar da meta de "computação quântica em escala de serviços públicos". Os investimentos serão distribuídos com base na Lei CHIPS e Ciência, beneficiando um total de nove empresas no setor.
Howard Lutnick, Secretário de Comércio dos Estados Unidos, destacou que os investimentos atuais na computação quântica estão posicionando a administração Trump na vanguarda de uma nova era de inovação americana, ao falar em um comunicado durante a apresentação dos anúncios.



