
PagBank Reporta Lucro de R$ 575 Milhões no Primeiro Trimestre de 2025, Superando Expectativas Moderadas
Conforme reportado pelo portal www.cnnbrasil.com.br, o banco digital PagBank anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre de 2025, o que representa um crescimento de 4% comparado ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi divulgado nesta terça-feira, dia 12.
Os analistas do mercado, por sua vez, previam um lucro ligeiramente superior, estimando cerca de R$ 580 milhões, de acordo com informações da LSEG.
A receita líquida do banco atingiu R$ 3,3 bilhões, marcando um crescimento de 6% em relação a 2024, impulsionada pela expansão da sua plataforma de serviços bancários. O PagBank também reportou um aumento no índice de rentabilidade ROAE, que subiu para 15,8%, apresentando uma elevação de 80 pontos base em comparação ao ano anterior.
Com uma base de clientes que agora soma 34 milhões, o PagBank viu um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Essa expansão contribuiu para que o volume de cash-in – totalizando as novas entradas de recursos nas contas digitais, além dos valores da adquirência – chegasse a R$ 81 bilhões no trimestre, refletindo um crescimento de 11% em relação ao ano anterior.
Os depósitos totalizaram R$ 42 bilhões, um aumento de 23% com relação a 2024. Já a carteira de crédito alcançou R$ 5 bilhões, com um crescimento expressivo de 36% no intervalo de um ano. Essa elevação foi um pouco além das previsões iniciais da empresa, que projetava um crescimento entre 25% e 35% para a carteira de crédito ao longo do ano.
Gustavo Sechin, diretor financeiro do PagBank, comentou sobre a resiliência da instituição diante de um cenário econômico desafiador: "Sabemos navegar em ambientes com alto grau de instabilidade e incerteza", afirmou em coletiva de imprensa.
Em adição, a instituição ajustou suas expectativas em relação ao patamar da taxa Selic ao final de 2025, prevendo um valor que pode ficar em torno de 13,50%, conforme declaração de Carlos Maud, CEO do banco.
Desenrola e a Questão da Inadimplência
A análise do cenário macroeconômico também leva em consideração o Novo Desenrola, programa implementado pelo governo para facilitar a renegociação de dívidas. Embora considerado um desenvolvimento positivo, o PagBank não espera grandes efeitos em suas operações.
Carlos Maud ressaltou: “Estamos acompanhando a situação, especialmente com a realidade de que quase toda a população economicamente ativa enfrenta algum tipo de restrição de crédito. O crédito é crucial para o consumo no Brasil. Contudo, para nós, o programa tem uma relevância limitada, considerando que nosso portfólio de crédito ainda é pequeno”.
O Novo Desenrola, cuja implementação ocorreu no início do mês, destina-se a famílias, micro e pequenas empresas, além de agricultores familiares, com a previsão de utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para oferecer juros mais baixos aos devedores, implicando num impacto fiscal de até R$ 5 bilhões.
Adicionalmente, o PagBank percebe pouco impacto das altas taxas de inadimplência no Brasil em seus negócios. Para o CEO, os altos índices de inadimplência não afetam o banco neste momento, já que "esses grandes movimentos são menos relevantes para nós, considerando que estamos apenas começando nossa trajetória aqui, com uma carteira de crédito de R$ 5 bilhões".
Recentemente, em fevereiro, o Banco Central informou que a taxa de inadimplência em operações de crédito aumentou para 5,5%, subindo de 5,3% em janeiro, o maior nível desde agosto de 2017. Notavelmente, em um ano, esse índice subiu 1,0 ponto percentual.



