
Possíveis Medidas do Governo dos EUA Para Combater Alta de Preços da Carne Bovina
Conforme reportado pelo portal www.cnnbrasil.com.br, o governo dos Estados Unidos está considerando novas estratégias e potenciais decretos para mitigar a elevação dos preços da carne bovina no mercado nacional. Essa informação foi divulgada na última terça-feira (12) por uma fonte da Casa Branca, que comentou sobre o atraso na implementação de ações previamente esperadas.
Segundo a Reuters, o presidente Donald Trump está avaliando uma série de medidas que incluem a ampliação das importações de carne bovina, além de oferecer suporte aos pecuaristas para a recuperação do rebanho norte-americano, o qual enfrenta os menores níveis em 75 anos.
O comunicado da Casa Branca também ressaltou o compromisso do presidente em diminuir os preços da carne e de outros alimentos essenciais para os americanos, enquanto o governo trabalha na formulação de decretos que possam aliviar a escassez temporária desses produtos no setor interno.
Atualmente, os preços da carne bovina continuam a flutuar próximo a máximos históricos, mesmo diante da queda nos preços de outras commodities alimentares, como ovos e leite. Desde o retorno de Trump ao cargo em janeiro de 2025, a carne bovina viu um aumento superior a 16%, estabelecendo-se como um dos principais índices da inflação persistente nos Estados Unidos.
Em relação aos mercados futuros, os contratos de gado vivo para junho na Bolsa de Chicago apresentaram uma valorização de 0,6%, enquanto os contratos de gado para engorda, que vencem em agosto, observaram uma queda de 0,6% durante a manhã.
O analista de mercado da Terra Investimentos, Geraldo Isoldi, falou sobre o quadro atual, afirmando que a oferta restrita nos EUA sustenta de maneira robusta a alta nas importações. "Os preços da carne nos EUA seguem em uma intensa trajetória de alta. Eles realmente necessitam da nossa carne", afirmou Isoldi.
Adicionalmente, a Reuters mencionou que as tentativas anteriores do governo americano para conter o aumento dos preços – incluindo a diminuição de tarifas sobre exportações de países como Brasil e Argentina – não foram suficientes para redirecionar a situação de escassez. O rebanho bovino nos Estados Unidos encontra-se no menor nível desde 1951, pressionado por longos períodos de seca, aumento nos custos de ração e um incentivo maior ao abate devido aos altos preços.
Por último, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevê que o país deve importar um total recorde de 5,8 bilhões de libras de carne bovina este ano, o que representaria um aumento de aproximadamente 6% em relação a 2025 e um incremento de 25% comparado a 2024.



