
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou, em uma entrevista ao programa "60 Minutes" da CBS no último domingo, um desejo audacioso de eliminar gradualmente o apoio militar dos Estados Unidos, que atualmente totaliza US$ 3,8 bilhões anuais, até que esse valor chegue a zero.
Netanyahu declarou: "Nós recebemos ajuda militar de US$ 3,8 bilhões por ano, e é hora de nos libertarmos desse suporte. Eu sugeri que iniciássemos esse processo imediatamente e o completássemos na próxima década", comentando com o jornalista Major Garrett da CBS.
O primeiro-ministro também mencionou uma tendência preocupante: uma diminuição no apoio a Israel por parte da população americana. Ele atribui essa alteração em grande parte ao que chamou de "crescimento exponencial das redes sociais". Segundo Netanyahu, várias nações se aproveitaram dessas plataformas e realizaram manipulações sofisticadas, o que, em seus olhos, teve um impacto negativo substancial para Israel.
Além disso, Netanyahu fez referência ao papel da China no cenário de conflitos atuais, comentando que o país asiático forneceu certo nível de apoio estratégico, incluindo componentes para fabricação de mísseis. "Não posso fornecer muitos detalhes sobre isso", destacou ele.
Informações previamente divulgadas pela CNN sugerem que agências de inteligência americanas têm indicativos de que a China está prestes a enviar novos sistemas de defesa aérea para o Irã. Apesar disso, o governo chinês rejeitou as alegações de que estaria contribuindo para a rearmamento do Irã.
No que diz respeito ao Irã, Netanyahu observou que "ainda há trabalho a ser feito". Ele também afirmou que o presidente dos EUA, Donald Trump, compartilha sua visão sobre a necessidade de eliminar o estoque de urânio altamente enriquecido de Teerã, uma questão que continua a ser prioridade nas discussões entre os dois líderes.
Quando o tema do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã foi abordado, Netanyahu enfatizou a necessidade de não vincular esse acordo à trégua entre Israel e o Hezbollah, no sul do Líbano, o que contrasta com a posição do Irã, que segundo ele, busca estabelecer uma relação direta entre ambos os acordos. "O que o Irã pretende é afirmar: ‘Se conseguirmos um cessar-fogo aqui, queremos um em outro lugar’", disse Netanyahu, refletindo a complexidade das dinâmicas políticas na região.



