
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, Anderson Barros, o diretor de futebol do Palmeiras, realizou uma coletiva de imprensa após o empate de 1 a 1 contra o Remo, ocorrido neste domingo (10). Durante a partida, o time alviverde viu um gol que poderia ter garantido a vitória ser anulado nos acréscimos devido a um toque de mão, uma questão que gerou muitas reclamações por parte do clube.
Antes do discurso do auxiliar técnico João Martins, Barros tomou a palavra para ler uma vírgula da regra que, segundo ele, foi retirada do manual da IFAB, entidade que regula as normas do futebol. Ele destacou que, conforme as diretrizes, um gol é considerado válido se ocorrer um toque acidental na mão ou no braço de um atacante, desde que um colega de equipe finalize e marque o gol. Ao explicar, Barros afirmou: “Quando um atleta toca a bola acidentalmente no início da jogada, não configura infração, contanto que a bola chegue a outro jogador que finaliza em gol”.
O lance polêmico envolveu um momento em que, durante uma disputa aérea, a bola tocou a mão de Flaco López e sobrou para Bruno Fuchs, autor do gol, que fez a finalização. Inicialmente, o árbitro validou a jogada, mas foi chamado para revisar a situação no VAR. Após a análise, Rafael Klein decidiu anular o gol por conta do toque de mão, decisão que foi contestada por Fuchs, que se defendeu de acordo com sua interpretação da regra.
Barros declarou: “Se observarmos atentamente, é evidente que o defensor do Remo cabeceou a bola na direção da mão de López, e esta sobrou para Fuchs, que marcou. Na prática, o Palmeiras poderia ter saído com dois pontos a mais. De quem será a responsabilidade por essa anulação? Será da CBF, da comissão de arbitragem, de Rodrigo Cintra ou Péricles Bassols? Não podemos deixar que isso se repita”, enfatizou o dirigente.
A insatisfação de Barros foi apoiada por Bruno Fuchs, que também expressou sua posição a respeito da situação. O diretor ainda ressaltou que, em circunstâncias de dúvida da arbitragem, seria preferível que a decisão fosse adiada o máximo possível para garantir um acerto final. “Erros como este não podem acontecer. Como iremos recuperar os pontos perdidos? É uma situação muito delicada”, afirmou.
O dirigente do Palmeiras mencionou que, recentemente, o clube enfrentou punições severas impostas pelo STJD, incluindo a suspensão de seis jogos do técnico Abel Ferreira. “Não podemos aceitar esse tipo de conduta. Não estou fazendo alegações absurdas, sou baseado em fatos e na leitura de regras. Erros como os cometidos pela arbitragem e pelo VAR são inaceitáveis e prejudicam o Palmeiras, que deveria ter conquistado os três pontos nesta partida”, declarou.
O que diz o livro de regras da IFAB – Regra 12, pág. 114
Em relação ao toque de mão, as regras estabelecem que a determinação de infrações deve ser clara. O limite superior do braço é alinhado ao ponto inferior da axila, e não toda colisão da mão ou braço com a bola caracteriza falta. Porém, a infração ocorre se o jogador tocar a bola deliberadamente com a mão ou braço, ou se o contato ocorre em uma posição que amplie seu corpo de forma antinatural.
Situações de Infração
A Regra 12 ainda especifica que um jogador que toca a bola com a mão ou o braço de maneira intencional, ou que amplia o corpo de forma antinatural durante uma ação, será penalizado. Além disso, é considerado falta marcar um gol ao tocar a bola diretamente com a mão ou o braço, mesmo que acidentalmente, no momento da finalização.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br



