
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, a confiança do consumidor nos Estados Unidos atingiu um patamar alarmante no início de maio, marcando um recorde de queda. Este retrocesso se deve, em grande parte, ao aumento significativo dos preços da gasolina, que está impactando negativamente as finanças das famílias e o poder aquisitivo.
Atualmente, o preço médio do galão de gasolina nos Estados Unidos permanece acima de US$ 4, uma situação que já perdura por várias semanas. A Universidade de Michigan, responsável pela pesquisa, revelou que o Índice de Confiança do Consumidor registrado neste mês chegou a 48,2. Este é o nível mais baixo desde que os dados começaram a ser coletados em 1952, comparado a uma leitura final de 49,8 em abril. Especialistas consultados pela Reuters antecipavam que o índice cairia para 49,5.
O sentimento de desconfiança do consumidor já havia atingido níveis críticos no mês anterior, inferiores aos observados durante a Grande Recessão, além dos períodos pandêmicos e da subsequente inflação elevada.
Joanne Hsu, diretora de Pesquisas de Consumidor, destacou que as pressões financeiras, especialmente relacionadas ao aumento dos combustíveis, continuam a afetar o comportamento dos consumidores. Ela mencionou que cerca de um terço das pessoas entrevistadas citou os altos preços da gasolina, enquanto aproximadamente 30% fez referência às tarifas elevadas.
Além disso, Hsu alertou que eventos no Oriente Médio estão longe de impactar a confiança do consumidor, uma vez que a situação de fornecimento de energia precisa ser estabilizada e os preços reduzidos para que haja uma recuperação nesse aspecto.
A pesquisa também indicou que as expectativas dos consumidores quanto à inflação para o próximo ano caíram de 4,7% em abril para 4,5% este mês. Para um prazo de cinco anos, as expectativas foram reduzidas de 3,5% para 3,4%.
Por outro lado, a criação de novas vagas de emprego nos Estados Unidos teve desempenho superior ao esperado em abril, mas a taxa de desemprego continua estável em 4,3%.
A situação econômica atual demonstra um cenário complexo, onde a alta dos preços de combustíveis e serviços essenciais continua a ser uma preocupação central para os consumidores.



