
De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, o diretor da Quaest, Felipe Nunes, revelou nesta quarta-feira (6) que Flávio Bolsonaro (PL) apresenta um desempenho nas pesquisas de intenção de voto que se aproxima do que seu pai, Jair Bolsonaro (PL), obteve nas eleições de 2022. Nunes observa uma "ligeira vantagem" de Flávio em relação ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.
Ele observa que "a comparação sugere que 2026 está refletindo 2022, com uma leve vantagem para a oposição. Flávio se sai melhor que Jair em São Paulo, Ceará e nas regiões Sul do país; enquanto Lula encontra apoio em Minas Gerais e Pernambuco. Nos demais estados, como Rio de Janeiro, Bahia, Pará e Goiás, a situação permanece praticamente idêntica à de quatro anos atrás", destacou Nunes em uma postagem no X.
Nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro participou do segundo turno contra Lula, que foi eleito com 50,9% dos votos válidos, em contrapartida aos 49,1% recebidos pelo então presidente. A análise de Nunes se baseia nas informações da pesquisa Quaest sobre a segunda volta das eleições em dez estados, divulgada igualmente nesta quarta-feira, que compara os resultados eleitorais de 2022 e 2018.
Em 2018, Jair Bolsonaro, integrando o PSL, enfrentou Fernando Haddad (PT) no segundo turno, sendo eleito presidente com 55,13% dos votos válidos, enquanto Haddad obteve 44,87%.
As entrevistas da recente pesquisa foram realizadas entre os dias 21 e 28 de abril em estados chave como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco, Ceará e Pará. Ao todo, 11.646 pessoas foram consultadas presencialmente, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais para São Paulo e de 3 pontos para os demais estados.
Na análise comparativa da Quaest, Flávio Bolsonaro aparece à frente em 2026, superando os números de Jair Bolsonaro em São Paulo, Ceará e nas regiões Sul do Brasil.
São Paulo
Em São Paulo, Jair Bolsonaro conquistou 68% dos votos válidos no segundo turno de 2018, enquanto Fernando Haddad angariou 32%. Em 2022, Bolsonaro obteve 55% contra 45% de Lula. As intenções de voto de Flávio Bolsonaro são de 57%, contra 43% para o petista em 2026. "No estado de São Paulo, Flávio tem uma vantagem menor do que seu pai teve em 2018, mas maior que em 2022. A diferença de 36 pontos em 2018 foi reduzida para 10 em 2022, e agora é de 14 pontos", ressaltou Nunes.
Minas Gerais
No segundo turno de 2018, Bolsonaro teve 58% dos votos válidos em Minas Gerais, versus 42% de Haddad. Lula venceu em 2022 por uma margem mínima. Atualmente, Nunes indica que o presidente detém 52% das intenções de voto e Flávio, 48%. "Historicamente, Minas Gerais é um estado chave para a eleição presidencial. A vantagem de Lula nessa região é menos expressiva do que a que Haddad tinha em 2018", comentou Nunes.
Rio de Janeiro
O cenário no Rio de Janeiro mostra que, em 2018, Bolsonaro venceu com 68% dos votos válidos, e em 2022, conquistou 57% contra 43% de Lula. Em 2026, Flávio Bolsonaro atualmente tem 58% das intenções de voto, enquanto Lula se posiciona com 42%. "A vantagem de Flávio nesse estado é similar à de Jair em 2022, mas o desempenho de Lula agora é consideravelmente melhor do que em 2018", observou Nunes.
Bahia e Ceará
Na Bahia, Lula mantém uma larga vantagem, com 71% das intenções de voto em 2026, contra 29% de Flávio. No Ceará, Lula alcançou 67% das intenções, enquanto Flávio obteve 33%. A tendência de suporte ao PT parece ter diminuído na região, como Nunes descreve, indicando uma redução nas disparidades anteriores.
Pernambuco
Em Pernambuco, Lula se destaca com 71% das intenções de voto, superando Flávio por 42 pontos percentuais, um crescimento em relação aos seus números em eleições anteriores. Nos estados do Sul e Centro-Oeste, como no Rio Grande do Sul e Goiás, Flávio Bolsonaro demonstra um desempenho satisfatório, com 65% e 58% das intenções de voto, respectivamente, superando Lula.
Conclusão
Com o cenário eleitoral em mutação até 2026, cada estado se mostra como um microcosmo das disputas políticas em curso. As análises de Nunes oferecem uma perspectiva valiosa sobre como as intenções de voto estão se formando, refletindo as dinâmicas de apoio e rejeição à luz das experiências eleitorais passadas.



