De acordo com informações levantadas pelo g1.globo.com, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, que pertence ao Partido Progressista (PP), protocolou um ofício destinado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pedido, feito na última terça-feira (28), busca agendar uma reunião ainda nesta semana para discutir a crise enfrentada pelo Banco de Brasília (BRB) e as potenciais soluções para mitigar os problemas da instituição.
No ofício, ao qual o g1 teve acesso, Celina manifesta interesse em saber se o presidente pode atender à audiência na quinta-feira (30), conforme sua conveniência. Ela também indaga se Valdivino de Oliveira, secretário de Economia do DF, e Nelson Antônio de Souza, presidente do BRB, estariam disponíveis para participar da conversa. O g1 já contatou o Palácio do Planalto para obter informações sobre o agendamento da reunião e aguarda uma resposta.
Durante o encontro, a expectativa do governo do Distrito Federal é persuadir a administração Lula a oferecer uma garantia do Tesouro Nacional para um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, solicitado ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Este montante seria utilizado pelo governo do DF, que é o acionista controlador do BRB, para estabilizar a grave crise financeira que a instituição enfrenta desde transações problemáticas com o Banco Master. A ação tem como objetivo melhorar a situação financeira do BRB, que sofreu perdas significativas relacionadas a essas operações.
Em uma nota oficial, o Governo do Distrito Federal manifestou que esta iniciativa faz parte de um conjunto de medidas para assegurar a estabilidade do BRB.
Dificuldades Fiscais
Atualmente, o Distrito Federal enfrenta sérios desafios, já que possui uma nota C na Capacidade de Pagamento (Capag), um indicador do Tesouro Nacional que mede a saúde fiscal de estados e municípios. Essa classificação limitante impede que a União possa agir como garantidora em novos empréstimos, uma prerrogativa exclusiva para aqueles com notas A ou B.
Na prática, a falta de garantia do governo federal torna mais difícil para o DF conseguir empréstimos em condições favoráveis, como taxas de juros menores e prazos mais longos. A Capag é calculada com base em variáveis como endividamento, capacidade de poupança e liquidez, que, em conjunto, determinam a "saúde fiscal" do governo. No fundo, esses critérios ajudam a avaliar o risco de inadimplência em empréstimos públicos.
Historicamente, o DF mantinha uma nota B em 2023 e 2024, mas, segundo a avaliação mais recente realizada em 2025 e divulgada no início deste mês, a nota caiu para C. Essa alteração significa que o DF perdeu a possibilidade de garantir empréstimos com a intervenção da União.
Posicionamento do GDF
O governo local divulgou que Celina Leão está elaborando um ofício para ser enviado ao Tesouro Nacional, no qual solicita a garantia do governo federal para facilitar as negociações com o Fundo Garantidor de Créditos. Essa estratégia é parte de uma série de ações que estão sendo tomadas com transparência, responsabilidade e diálogo institucional, visando à estabilidade do BRB. O ofício está em fase final de preparação.
Para mais informações sobre a situação no Distrito Federal, continue acompanhando o g1 DF.

