
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o treinador do São Paulo, Roger Machado, demonstrou um notável abatimento durante a coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (21), após a vitória da equipe sobre o Juventude, que fez parte da ida da quinta fase da Copa do Brasil. A situação é reflexo do descontentamento dos torcedores, que expressaram sua insatisfação com vaias e hostilidades tanto durante quanto após o confronto no Morumbi.
Em meio a um ambiente conturbado, Roger foi questionado sobre a insatisfação dos fãs e, apesar de sua confiança em poder reverter essa situação adversa, admitiu que a pressão sobre sua gestão está se tornando extremamente intensa. Ele reconheceu que essa cobrança está pesando não apenas sobre seus ombros, mas também afetando o desempenho dos atletas em campo.
O técnico enfatizou a importância de separar o ambiente interno do clube das pressões externas. "O ambiente interno é saudável, e nos esforçamos para mantê-lo assim durante nosso trabalho. No entanto, a pressão que vem de fora tem um impacto significativo nos jogadores", afirmou Roger. Ele contou que, no contexto da Sul-Americana, tem incentivado seus atletas a se manterem calmos, uma vez que a ansiedade resultante das críticas externas é palpável. “Já passei por momentos assim em meus 33 anos de carreira. Apesar de algumas pressões terem diminuído ao longo do tempo, outras se mantiveram. Contudo, continuo firme, acreditando na capacidade de mudar essa situação”, completou.
Roger também expressou seu desejo de entender a razão por trás das manifestações intensas dos torcedores. “Por que essa reação tão forte? Não é algo que surgiu agora, é uma insatisfação pré-existente que se intensificou nos 40 dias em que estou aqui. Tivemos chances de uma vitória mais convincente, o que torna a reação ainda mais decepcionante”, disse. Ele revelou um sentimento de tristeza após a partida, sentindo-se julgado por motivos que vão além dos resultados em campo. Para ele, a pressão acumulada gera insegurança e falta de tranquilidade, mas ele permanece otimista de que essa fase será superada, já que acredita na força do trabalho.
Outras Reflexões de Roger
Vale a pena continuar?
"É sempre um desafio questionar a continuidade no cargo. O que eu diria às minhas filhas sobre essas adversidades? Seria injusto desistir agora, especialmente em um momento difícil”, relatou. Roger se comprometeu a continuar trabalhando arduamente até que a diretoria, representada pelo presidente e pelo executivo Rui Costa, reconheça o impacto positivo de seu trabalho. Ele destacou que o ambiente ruim afeta o desempenho dos jogadores e, apesar de perceber que tanto o presidente quanto o jogador Rafinha confiam em seu estilo de gestão, a ansiedade persiste.
Como lidar com essa pressão?
Roger compartilhou que tem dedicado tempo para conversar com sua família sobre a importância desses desafios que vão além do futebol, considerá-los como experiências valiosas para o aprendizado. Ele tem se esforçado para manter uma boa saúde física e mental em meio à pressão. "Estar cercado de pessoas que transmitem apoio em um ambiente de trabalho harmonioso é fundamental", explicou. "Às vezes, o treinador usa ‘vermelho’ para esconder as feridas, mas isso não nos impede de seguir em frente", concluiu.
Essas declarações refletem a determinação de Roger em enfrentar os desafios impostos não só pelos resultados no campo, mas também pelas expectativas e pressões externas que fazem parte da função que exerce no clube.



