
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou nesta terça-feira (21) que o Irã manifesta interesse na reabertura do Estreito de Ormuz. No entanto, Trump argumenta que a suspensão do bloqueio das águas iranianas pelos EUA poderia comprometer as possibilidades de um acordo de paz.
Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump afirmou: “O Irã não deseja que o Estreito de Ormuz fique fechado; eles anseiam por sua abertura para que possam lucrar 500 milhões de dólares diariamente”. O presidente também mencionou que as declarações do país sobre querer o estreito fechado são uma estratégia para “manter as aparências”, uma vez que ele já havia implementado um bloqueio total.
Trump continuou seu raciocínio, revelando que, há quatro dias, foi informado por terceiros que “o Irã quer a abertura imediata do Estreito”. Contudo, o presidente advertiu que um eventual acordo com o regime iraniano seria impossível “a menos que destruamos completamente o resto do país, incluindo seus líderes”.
Esses comentários seguiram-se a uma declaração anterior em que Trump havia dito ter estendido o cessar-fogo com o Irã até que Teerã apresentasse uma proposta concreta para encerrar as hostilidades de forma definitiva. Ele também assegurou que as Forças Armadas dos EUA continuariam "mantendo os portos iranianos sob bloqueio".
Impasse nas Negociações
O representante iraniano na ONU, Amir Saeid Iravani, expressou sua crença de que novas conversas poderiam ser realizadas na capital paquistanesa, Islamabad, assim que os Estados Unidos decidissem colocar fim ao seu bloqueio naval. Em declarações a jornalistas na sede da ONU em Nova York, Iravani afirmou: “Uma vez que Washington encerre o bloqueio naval, estou convencido de que a próxima rodada de negociações ocorrerá em Islamabad”.
Essas trocas de declarações refletem a complexidade dos laços entre os EUA e o Irã e a necessidade urgente de resolver disputa para evitar um agravamento do conflito na região.



