
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, as autoridades de Israel expressaram intensa desaprovação nesta segunda-feira (20) após um soldado israelense ter profanado uma estátua do Cristo crucificado na aldeia de Debel, situada no sul do Líbano.
A controvérsia ganhou repercussão quando, no último domingo (19), foi divulgada uma imagem nas redes sociais mostrando o militar utilizando um machado para atingir a escultura de Jesus, que se encontrava caída. A foto, compartilhada por Younis Tirawi, um repórter palestino, revela um episódio que ecoa ações anteriores de soldados israelenses, documentadas pelo mesmo em Gaza.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se manifestou sobre a situação, enfatizando que as ações do soldado estão em desconformidade com os princípios judaicos de tolerância e respeito, e assegurou que haverá punições. Em postagem na rede social X, Netanyahu expressou: "Fiquei chocado e triste ao tomar conhecimento de que um membro das Forças de Defesa de Israel danificou um ícone religioso católico no sul do Líbano. Condeno essa atitude com toda a veemência".
Além disso, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, também criticou o ato, descrito como vergonhoso e lamentável. "Pedimos desculpas pelo incidente e a todos os cristãos cujos sentimentos foram ofendidos", declarou Saar em sua conta na mesma plataforma.
A situação também chamou a atenção do embaixador dos EUA em Israel, Mike Huckabee, que pediu por "consequências rápidas, severas e públicas" para o infrator. As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiu um comunicado reafirmando a gravidade do fato e que a conduta do soldado não condiz com os valores estabelecidos para suas tropas. O Comando Norte da IDF anunciou que já está investigando o ocorrido e garantiu que "medidas apropriadas serão implementadas, conforme os resultados da investigação".
As IDF também informaram que estão colaborando com a comunidade local para garantir que a estátua seja reinstalada em seu local original.
A reação da população local de Beirute não tardou a surgir, com muitos cidadãos condenando o ato do soldado. Maroun Nassif, vice-prefeito de Debel, afirmou à CNN: “Certamente condenamos este ato vergonhoso, pois fere nossos sentimentos religiosos e atenta contra nossas crenças sagradas”.
Destaca-se que Debel é uma das 55 cidades e vilarejos que estão situados em uma faixa do sul do Líbano atualmente sob ocupação israelense. A aldeia está localizada a cerca de seis quilômetros a oeste de Bint Jbeil, uma cidade cercada pelas IDF em suas tentativas de neutralizar o que consideram um bastião do Hezbollah na região.
(Com informações de Zeena Saifi e Oren Liebermann, da CNN, Thomas Suen, Jihed Abidellaoui e Emilie Madi, da Reuters)



