
De acordo com informações levantadas pelo www.cnnbrasil.com.br, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, anunciou neste domingo (19) sua decisão de dar entrada em uma queixa-crime contra o presidente do Equador, Daniel Noboa, com base em difamação.
O desentendimento entre os líderes começou no sábado (18), quando Noboa fez declarações sobre supostas conexões entre Petro e o narcotraficante equatoriano José Adolfo Macías Villamar, mais conhecido como Fito. Em resposta às alegações de seu colega equatoriano, Petro se manifestou na rede social X, afirmando: “Decidi apresentar uma queixa-crime contra o presidente Noboa por difamação”, rebatendo as acusações de forma enfática.
Durante a mesma declaração, Petro trouxe à tona sua visita ao Equador na posse de Noboa, ocorrida em maio do ano passado. Ele destacou que o Exército equatoriano foi convocado para garantir sua segurança. “Já fui acompanhado na cidade de Manta pelo Exército equatoriano, além da minha equipe de segurança colombiana, que poderá testemunhar. Existem ainda outras pessoas que podem confirmar onde estive, terminando meu livro. Manta é um lugar maravilhoso e não vejo motivos que justifiquem desconfiança sobre minha presença lá”, complementou.
Em entrevista à revista Semana, Noboa mencionou que Petro teve encontros com integrantes da Revolução Cidadã, partido político ligado ao ex-presidente Rafael Correa, e insinuou que alguns desses membros têm vínculos com Fito. Contudo, Noboa não fez afirmações categóricas sobre um encontro direto entre Petro e o chefão do crime, que lidera a gangue Los Choneros, a qual fugiu da prisão em 2024, sendo recapturado em junho de 2025.
Até o momento, Petro não revelou onde pretende registrar oficialmente a queixa, e Noboa permaneceu em silêncio sobre o assunto. A CNN buscou contatos com os governos de ambos os países para esclarecer mais detalhes sobre a situação e aguarda respostas.
Em outro desdobramento, Petro reiterou em uma publicação anterior, “Não conheço esse tal de Fito nem seus amigos.” Ele ainda comparou sua situação com a de Donald Trump, alegando que ambos estariam sendo alvo de mentiras plantadas por grupos de extrema direita na Colômbia.
As relações entre Colômbia e Equador têm se deteriorado, afetando diversas esferas, incluindo comércio e segurança. Noboa, em suas recentes declarações, rotulou a Colômbia como o “pior parceiro comercial do Equador no mundo”, citando um déficit comercial significativo.
Sobre as tarifas, que geraram mais polêmica, Noboa afirmou que não se trata de uma guerra comercial, mas de ações firmadas contra o narcotráfico e a criminalidade. “Não estamos declarando guerra ao povo colombiano, mas, sim, ao crime organizado, ao contrabando e à mineração ilegal”, justificou.
Outra questão espinhosa entre os países é a defesa intransigente que Petro faz do ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, considerado por ele um “preso político”. O Equador, por sua vez, se opõe a essa classificação e pede que não haja interferência em seus assuntos internos. Glas cumpre atualmente penas por corrupção em sua nação e nega todas as acusações.



