Na última segunda-feira (21), o Ministério da Justiça confirmou a demissão de Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF), em decorrência de uma infração disciplinar por “abandono de cargo”. A falta injustificada ao trabalho por mais de 30 dias consecutivos motivou a decisão, assinada pelo ministro Wellington Lima e Silva e publicada no Diário Oficial da União.
Com essa demissão, Eduardo Bolsonaro deixa uma carreira que oferece um salário inicial de mais de R$ 14 mil, com possibilidades de progressão ao longo do tempo. A PF concluiu um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) relacionado ao caso e encaminhou para o Ministério da Justiça, que deliberou pela medida. Eduardo estava afastado do cargo para atuar como deputado federal, mas a perda do mandato, decretada em dezembro de 2025, resultou na sua obrigação de retornar às atividades na corporação.
Falta ao trabalho
A Corregedoria da PF apurou que não houve o retorno esperado de Eduardo ao cargo de escrivão. As ausências, não justificadas e superiores a 30 dias consecutivos, levaram à investigação, que se iniciou em janeiro de 2026. Embora a PF tenha recomendado a demissão do ex-deputado, o ministro da Justiça foi quem fez a decisão final sobre a sanção.
A carreira de escrivão implica responsabilidades como registrar, organizar e formalizar procedimentos investigativos, além de lavrar autos, controlar prazos e documentar processos jurídicos. Os ganhos salariais para essa função podem chegar a R$ 21.987,38 com o tempo de serviço e a progressão na carreira.
Eduardo Bolsonaro reside nos Estados Unidos desde o início de 2025, alegando perseguição política. Após a perda do mandato, sua situação na PF foi reavaliada, resultando na notificação de retorno ao trabalho que não se concretizou.
Com informações de g1.globo.com.










