Uma mulher que se identifica como filha de pais kardecistas relatou sua experiência com a médium Maira Rocha, conhecida por suas cartas psicografadas. A vítima começou a frequentar a Casa de Caridade Inácio Daniel, onde a médium atua, em 2019, e, após receber uma carta do pai falecido em maio, ficou emocionada inicialmente. Porém, ao analisar o conteúdo, começou a notar erros e informações inconsistentes.
A carta continha erros como datas e nomes que não refletiam a realidade familiar. Por exemplo, a carta mencionou um erro na data de aniversário do pai, o que a levou a pesquisar na internet sobre sua família e descobrir que o obituário do pai estava incorreto, reproduzindo o mesmo erro da médium. Além disso, a forma como os nomes dos irmãos foram escritos não correspondia à maneira como a família os conhecia, levantando mais dúvidas.
Eles foram mencionados na carta com seus nomes completos, o que nunca foi usado pela família. Após a investigação, Eduarda associou os nomes da carta a um inventário feito após a morte do pai, levando-a a concluir que a carta não poderia ter vindo do além, mas sim de informações disponíveis online.
Denúncia à Federação Espírita
Após essas revelações, a moça procurou a Federação Espírita do Distrito Federal para relatar o que considerou uma prática fraudulenta. Ela enfatizou que a doutrina kardecista defende a busca pela verdade e o questionamento dos fenômenos mediúnicos. A federação corroborou que duvidar não é um ato errado, mas Maira Rocha não aceita ser questionada.
Além disso, denúncias foram feitas de que pessoas que levantam dúvidas sobre as práticas de Maira foram alvo de retaliações, incluindo processos judiciais. Essas ações foram descritas como uma forma de silenciar críticas, utilizando o sistema legal como um instrumento de intimidação.
O impacto emocional sobre as pessoas que acreditaram nas cartas supostamente psicografadas levou algumas a experiências traumáticas. Os relatos de que informações em suas mensagens estavam disponíveis na internet geraram descrença e desconfiança em relação aos supostos dons mediúnicos de Maira, que, segundo os críticos, se utilizou de dados públicos e redes sociais para compor as mensagens.
Maira Rocha é a fundadora da Casa da Caridade Inácio Daniel, de Brasília. A investigação sobre suas práticas revelou um padrão de informações copiadas de perfis em redes sociais, trazendo à tona questões sobre a autenticidade de suas atividades mediúnicas. Vários moradores do Distrito Federal e outros estados relataram experiências preocupantes, levantando um debate sobre a ética e a verdade no trabalho mediúnico.
Com informações de www.metropoles.com.










