Bom dia! Hoje é terça-feira, 4 de agosto, e os mercados globais iniciam o dia em alta. Os índices futuros dos EUA mostram um viés positivo antes da abertura em Nova York, enquanto as ações brasileiras também apresentam crescimento no pré-mercado, acompanhando o movimento internacional. O apetite por risco se destaca, mesmo com a volatilidade no preço do óleo.
O petróleo Brent está com um aumento de cerca de 2% nesta manhã, se aproximando de US$ 85,70 o barril. Esse aumento contrasta com o que ocorreu anteriormente, quando o preço apresentou quedas acentuadas devido a sinais de normalização no Estreito de Ormuz e à continuidade do aumento da produção pela Opep+.
Essa reversão do preço do petróleo nesta terça-feira evidencia a instabilidade do mercado energético, que continua respondendo a cada nova informação sobre as conversas entre Estados Unidos e Irã. Ontem, Teerã desmentiu a existência de negociações em progresso com Washington, após o presidente Donald Trump declarar que havia suspendido um ataque ao país para priorizar a diplomacia.
Na terra do Tio Sam, investidores estão atentos à temporada de divulgação de balanços do segundo trimestre, com importantes resultados previstos para os próximos dias. O mercado também monitora os desdobramentos da política monetária americana.
O Federal Reserve, banco central dos EUA, manteve a taxa de juros inalterada em sua reunião mais recente, pela quinta vez consecutiva. Hoje, será apresentado o relatório JOLTs de junho, que traz dados sobre a abertura de vagas e a rotatividade no mercado de trabalho americano.
No Brasil, a agenda do dia é marcada pelo início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que se reúne hoje e deve concluir os trabalhos amanhã. O comunicado sobre a nova taxa Selic deverá ser divulgado após o fechamento dos mercados.
Atualmente, a taxa básica de juros está fixada em 14,25% ao ano, após cortes consecutivos nas reuniões anteriores. O mercado espera um novo corte de 0,25 ponto percentual, levando a Selic para 14% ao ano.
Recentemente, a expectativa de corte foi vista como a última do ciclo até 2026, mas com a divulgação do boletim Focus, a projeção da Selic para o fim do ano caiu pela primeira vez desde março. A mediana das estimativas agora é de 13,75% ao ano, inferior aos 14% que prevaleciam ao longo do ano. Isso faz com que os investidores fiquem mais atentos ao comunicado do Copom, em busca de pistas sobre o ritmo de próximos cortes e a avaliação do colegiado sobre os riscos inflacionários, incluindo a volatilidade do petróleo e o cenário fiscal no Brasil.
Cenário e Perspectivas
Os contratos futuros dos principais índices americanos e as cotas do ETF EWZ iShares MSCI Brazil estão em ascensão no pré-mercado.
Indicadores de Mercado
BRASIL
- Inflação IPC-Fipe (Jul): Observado: -0,03%; Anterior: +0,18%
- Produção Industrial (Jun): Esperado: -0,7%; Anterior: -0,2%
- Produção Industrial (12M): Esperado: 3,0%; Anterior: 0,2%
ESTADOS UNIDOS
- Balança Comercial (Jun): Esperado: -US$ 73,00 bilhões; Anterior: -US$ 77,60 bilhões
- Ofertas de Emprego JOLTS (Jun): Esperado: 7,440 milhões; Anterior: 7,594 milhões
Com informações de forbes.com.br.








