A Argentina se manifestou na terça-feira (4) sobre a recente decisão do governo brasileiro de rebaixar o nível de representação diplomática entre os dois países. De acordo com a nota da chancelaria argentina, a atitude do Brasil é motivada por “questões puramente ideológicas”.
O Itamaraty comunicou que o embaixador brasileiro permanecerá no Brasil, em virtude dos comentários do presidente argentino, Javier Milei, que tem criticado o Brasil. Essa medida é vista como um rebaixamento das relações diplomáticas. O governo argentino recebeu a informação de que o Brasil solicitou o retorno do embaixador argentino em Brasília, Daniel Raimondi.
Fontes diplomáticas afirmaram que, com a redução do nível das relações, Raimondi não deve continuar no Brasil, mas a decisão não implica em uma expulsão formal. A chancelaria argentina declarou que a ação foi “unilateral” e destacou que o Brasil está “se isolando do restante da região”. A nota ainda ressaltou que, mesmo com divergências, a Argentina nunca havia transformado essas questões em incidentes diplomáticos.
A crise nas relações entre os países teve início após a presença de Milei em um evento do PL em São Paulo, onde fez comentários negativos sobre Lula. Na sequência, Milei acusou o Brasil de promover uma “campanha anti-Argentina” durante a Copa do Mundo e insinuou interferência do Brasil nas eleições argentinas de 2023.
No último domingo, Milei reiterou suas críticas a Lula, chamando-o de “ladrão” e “corrupto”, o que gerou reações no Itamaraty. O governo do Brasil convocou o embaixador argentino para expressar seu descontentamento e também chamou de volta seu próprio embaixador da Argentina.
Em meio a essa situação, o presidente Lula inicialmente evitou polemizar sobre Milei, mas posteriormente endureceu seu discurso em resposta às provocações argentinas, afirmando que não aceitaria intromissões na política brasileira.
Com informações de g1.globo.com.








