O empresário Douglas Silva de Oliveira Azara, de 26 anos, envolvido no escândalo da Naskar, deixou o Brasil rumo a Dubai em 15 de julho de 2023. Duas semanas antes, um mandado de prisão preventiva havia sido emitido contra ele por liderar um esquema que desviou R$ 60 milhões da Zema Financeira, empresa vinculada à família do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema.
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais emitiu a ordem de prisão no dia 1º de julho, o que significa que Douglas estava ciente da situação ao embarcar. Inicialmente, ele alegou nas redes sociais que se tratava de férias, mas depois mudou o tom, afirmando que era uma viagem a negócios.
Enquanto ostenta uma vida de luxo, compartilhando imagens de carros caros e jogo de pôquer, Douglas é apontado como responsável por um ataque cibernético que culminou em um desvio de R$ 75 milhões da Zema Financeira, localizada em Araxá (MG).
Além de debochar dos mais de 3 mil clientes que perderam cerca de R$ 900 milhões com a Naskar, ele se declarou “safe” em meio a um bloqueio de R$ 75 milhões em suas contas. O negócio envolvendo a compra da Naskar por R$ 1,2 bilhão chamou a atenção do público ao revelarem sua trajetória, que inclui morar em uma quitinete em Brasília e estudar medicina na UnB.
Após a aquisição, Douglas transferiu 100% das quotas da Naskar para sua avó, Célia de Fátima Ferreira, uma idosa de 77 anos que, segundo a Justiça, não tem mais a capacidade de responder por si devido a um diagnóstico de Alzheimer.
Desvio Milionário da Zema
Douglas é investigado por uma fraude que envolveu o desvio de R$ 60 milhões da Zema Financeira. A Polícia Civil de Minas Gerais descobriu que a maior parte do prejuízo foi direcionada à Jabuti Capital, empresa que tem Douglas como único sócio. O golpe foi facilitado por uma credencial vinculada à Stefanini Consultoria, que teria sido obtida de forma ilegal por um prestador de serviços.
- As investigações indicam que Douglas e seu grupo realizaram acessos diretos ao sistema da Zema Financeira para quitar boletos falsos e transferir milhões para empresas de fachada.
- A conexão IP usada para realizar os ataques partiu do endereço residencial de Douglas, localizado em Anápolis (GO).
- Nove empresas de fachada foram utilizadas para operar o esquema e desviar os recursos.
Familiares Envolvidos
A avó de Douglas e sua companheira, a advogada Jessika Lorrane Bastos de Castro, também são investigadas no caso. Célia, a avó, foi nomeada titular de contas usadas para movimentações financeiras duvidosas, mesmo sem capacidade de responder por si.
O irmão de Jessika, Maycon Douglas Bastos de Castro, e um colega, Marllon Henrique Castro Silva, foram presos no dia 23 de junho em cumprimento de mandados de prisão. Erika Batista Santos, outra envolvida, é citada como pagadora de boletos falsos, somando R$ 730 mil.
Defesa de Douglas
Em contato com a imprensa, Douglas Azara negou qualquer envolvimento na fraude, alegando que sua plataforma bancária foi utilizada sem seu conhecimento. Ele afirma que ações legais estão sendo tomadas contra o Banco do Brasil, devido às movimentações bloqueadas. Sobre rumores de sua vida pessoal, Douglas se posicionou dizendo: “sou solteiro e sempre fui.”
Ponto de Vista dos Envolvidos
A defesa de Marllon Henrique Castro afirmou que ele não participou das atividades ilegais. A Zema Consultoria também se pronunciou, reiterando que permanece à disposição para auxiliar nas investigações.
Com informações de metropoles.com.





