O governador de Goiás e pré-candidato do PSD à Presidência, Ronaldo Caiado, comentou em entrevista à Rádio Itatiaia, na quinta-feira (30), sobre a sua expectativa de derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em um eventual segundo turno. Ele destacou que pesquisas indicam que ele seria um candidato forte contra o petista.
Caiado também manifestou críticas à falta de participação de seus adversários em debates. Embora não tenha mencionado casos específicos, ele afirmou que candidatos que evitam confrontos de ideias revelam ter “muito a esconder e pouco a mostrar”. O pré-candidato ressaltou sua trajetória de 40 anos na política, alicerçada em sua reputação limpa, sem envolvimento em corrupção.
O governador direcionou suas críticas ao senador Flávio Bolsonaro, ressaltando a falta de experiência do parlamentar para governar o país e a sua dependência do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Demonstrar capacidade de liderar o país é fundamental”, enfatizou.
Na discussão sobre segurança pública, Caiado defendeu o modelo implementado em Goiás, afirmando que planeja expandi-lo por todo o país, se eleito. Ele alertou sobre o controle do narcotráfico em várias regiões do Brasil, que tem afetado a liberdade da população. Para ele, a criminalidade é uma das maiores preocupações da população brasileira, e disse: “Comigo bandido não se cria. Nós temos o estado mais seguro do Brasil e é isso que eu vou fazer.”
Sobre o agronegócio, Caiado destacou sua conexão histórica com o setor, rebatendo críticas de adversários. Ele lembrou sua participação na criação da União Democrática Ruralista (UDR) e seu engajamento na defesa da propriedade rural durante a Assembleia Constituinte. “Eu sou agro raiz”, afirmou, ao abordar a situação dos produtores de leite em Minas Gerais, que enfrentam concorrência desleal devido a produtos importados.
Questionado acerca do cenário político em Minas Gerais, Caiado considerou que não terá dificuldades em construir um palanque no estado, mesmo com o apoio do governador Romeu Zema a outro candidato. Ele mencionou sua relação histórica com Minas e citou o senador Carlos Viana como um dos apoiadores de sua candidatura: “Minas Gerais não é dificuldade para mim”.
Com informações de g1.globo.com.







