O Partido Progressistas (PP) divulgou uma nota na última sexta-feira (31) anunciando que permanecerá em neutralidade nas eleições, decisão que foi comunicada e aceita pela senadora Tereza Cristina (PP-MS). A líder do partido no Senado foi convidada pelo PL para ser a vice na chapa do candidato Flávio Bolsonaro à Presidência.
Apesar da posição oficial do PP, Flávio Bolsonaro afirmou, ao chegar a um evento em São Paulo, que Tereza havia aceitado o convite. A nota do PP ressaltou que a decisão de neutralidade foi tomada após consulta aos diretórios estaduais, onde a maioria optou por não convocar uma Convenção Nacional.
A indefinição quanto ao nome do vice na chapa de Flávio Bolsonaro persiste. Nas últimas semanas, o PL tentou conseguir apoio de federações como União-PP e do Republicanos, mas estas têm se manifestado a favor da neutralidade.
O comando da campanha tem até o dia 5 de agosto, prazo final para coligações, para definir a candidatura a vice, na expectativa de melhorar as intenções de voto do senador.
Na semana passada, o senador Ciro Nogueira (PP-PI), presidente nacional do Progressistas, já havia informado Flávio sobre a opção de neutralidade da federação nas eleições presidenciais, podendo repetir a postura no segundo turno. A decisão levou em conta a necessidade de permitir que os membros dos partidos busquem alianças regionais adequadas.
Além disso, a popularidade de Flávio Bolsonaro tem enfrentado desafios, incluindo a possibilidade de novas acusações relacionadas ao banqueiro Daniel Vorcaro. Em 2022, o PP teve uma aliança com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a relação entre Ciro Nogueira e Flávio não tem sido tão harmoniosa, especialmente após a falta de apoio ao presidente do PP durante uma operação da Polícia Federal.
Agora, Flávio Bolsonaro busca uma aliança com o Republicanos, que também esteve ao lado de Bolsonaro em 2022, mas que também demonstra tendência à neutralidade na eleição presidencial.
Com informações de g1.globo.com.









