A Embraer, fabricante de jatos brasileira, pode em breve se tornar uma concorrente direta da Airbus e Boeing, conforme aponta uma recente análise de mercado. A demanda por seus aviões, que inclui não apenas modelos de passageiros menores, mas também jatos executivos e aeronaves militares, tem crescido de forma significativa.
Atualmente, a Embraer já ocupa a terceira posição entre as maiores fabricantes de jatos comerciais do mundo. Desde o início de 2021, suas ações valorizaram aproximadamente dez vezes, superando as de suas concorrentes. Com isso, conjectura-se sobre um possível investimento da empresa em jatos maiores para brigar de igual para igual com os líderes do setor.
Um dos fatores que ajudaram essa ascensão é que Airbus e Boeing possuem longos prazos de entrega, cerca de oito anos, devido à alta demanda. Isso faz com que várias companhias aéreas busquem o modelo E2 da Embraer, que pode ser entregue em apenas dois anos.
Embora a ideia de desenvolver um jato comercial maior seja atraente, representa um risco considerável. As gigantes do setor, Airbus e Boeing, devem lançar novos modelos no final da década de 2030, e elas não têm muitos incentivos para investir pesadamente enquanto seus atuais aviões continuam vendendo bem. Isso poderia abrir uma porta para a Embraer, mas é um caminho arriscado, como mostrou a história da canadense Bombardier, que não teve sucesso em sua tentativa de desbancar as grandes. Além disso, a Embraer precisaria investir cerca de 10 bilhões de dólares para desenvolver um novo modelo de avião.
A história da Embraer
A Embraer foi criada em 1969 pelo governo brasileiro como uma sociedade de economia mista e, em 1994, foi privatizada. Hoje, suas aeronaves são utilizadas em mais de 100 países e atendem às necessidades de defesa de mais de 60 governos e forças armadas.
Com informações de metropoles.com.








