O senador Jaques Wagner (PT-BA) declarou nesta sexta-feira (31) que está determinado a “provar sua inocência” nas investigações relacionadas a fraudes bilionárias do Banco Master. Esta declaração foi feita em uma entrevista à Rádio Baiana FM.
Na quinta-feira (30), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu retirar o sigilo da autorização que permitiu, em junho, a 9ª fase da Operação Compliance Zero. Essa fase da operação tem foco em Wagner, que na época era líder do governo Luiz Inácio Lula da Silva no Senado.
A autorização do STF possibilitou que a Polícia Federal acessasse dados dos celulares de Jaques Wagner e de Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Durante a entrevista, Wagner afirmou estar “tranquilo” e ressaltou seu foco nas eleições de outubro, quando busca a reeleição para o Senado.
“Estou confiante de que vou provar minha inocência”, disse. Ele acrescentou que, embora o inquérito esteja em andamento, sua atenção está voltada para as eleições, com a convenção marcada para sábado (1º) e a presença de Lula confirmada.
Wagner relembrou que, em 2018, quando foi candidato ao Senado pela primeira vez, também enfrentou investigações relacionadas a obras na Arena Fonte Nova, em Salvador, mas não foi condenado. O parlamentar ainda comentou que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal têm autonomia para conduzir suas ações.
Ao autorizar o monitoramento dos celulares, o ministro Mendonça atendeu a um pedido da PF, que argumentou que as informações poderiam impulsionar as investigações, dado que as tratativas da organização investigada eram frequentemente feitas por chamadas de voz ou encontros presenciais. Mendonça mencionou também um suposto risco de vazamento das investigações, pois no mesmo dia em que a PF solicitou buscas, recebeu a solicitação de reunião de um dos alvos da investigação, que seria Jaques Wagner.
A Polícia Federal destacou que as comunicações de Wagner com o núcleo do Banco Master ocorreram, na sua maioria, por ligações telefônicas para evitar registros escritos. Os investigadores afirmaram que Augusto Lima frequentemente compartilhava informações sensíveis com Wagner por voz, e o uso do monitoramento é visto como uma forma de preservar a investigação.
A 9ª fase da Operação Compliance Zero investiga um suposto esquema bilionário envolvendo fraudes, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça ligados ao Banco Master e seu líder, Daniel Vorcaro. Segundo a PF, Jaques Wagner teria defendido interesses do banco no Congresso em troca de vantagens indevidas, como um apartamento em Salvador avaliado em R$ 2,5 milhões. Porém, Wagner afirmou que não atuou em favor do Banco Master e que o apartamento nunca fez parte de seu patrimônio.
Com informações de g1.globo.com.








