A urna eletrônica, um ícone do sistema eleitoral brasileiro, completou 30 anos em 2026. Utilizada desde 1996, essa tecnologia foi desenvolvida pela Justiça Eleitoral e, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ajudou a reduzir fraudes que eram comuns quando as votações eram realizadas com cédulas de papel.
Nas três últimas décadas, quatro empresas diferentes foram responsáveis pela fabricação dessas urnas, sempre sob a supervisão da Justiça Eleitoral. O TSE define as especificações técnicas e de segurança dos equipamentos, que passam por auditorias e testes públicos. As empresas que produziram as urnas incluem:
- Positivo Tecnologia: responsável pelos modelos mais recentes, UE2020 e UE2022;
- Diebold/Diebold Procomp: fabricou os modelos de 2004 a 2015;
- Unisys Brasil: produziu a primeira urna, em 1996, e também o modelo de 2002;
- Procomp Indústria Eletrônica: desenvolveu os modelos de 1998 e 2000.
Recentemente, o tema das urnas eletrônicas ganhou destaque após declarações do senador Flávio Bolsonaro, que fez um suposto vínculo entre as urnas brasileiras e a empresa Smartmatic, que fornece sistemas de votação na Venezuela. O TSE prontamente negou essa relação, reafirmando que as urnas do Brasil não são fornecidas pela empresa mencionada.
De acordo com o TSE, ao longo dos 30 anos de uso das urnas eletrônicas, não houve comprovação de fraudes que pudessem alterar resultados eleitorais. O Tribunal adota a tecnologia com o objetivo de combater fraudes como “urna grávida”, “voto formiguinha”, “eleitor fósforo”, “fraude cantada” e “mapismo”.
O TSE também ressaltou que existem vários mecanismos de segurança no sistema eleitoral, como:
- Assinatura digital dos sistemas;
- Lacração dos programas utilizados durante a eleição;
- Criptografia de dados;
- Testes Públicos de Segurança (TPS);
- Fiscalização por partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Polícia Federal, entre outros.
Novas versões das urnas são constantemente desenvolvidas para melhorar desempenho, acessibilidade e segurança. O modelo UE2020, por exemplo, possui um processamento 18 vezes mais rápido que a versão anterior e inclui avançados mecanismos de criptografia e habilidades para acessibilidade, como sintetizador de voz e opções em braile.
Outra vantagem das urnas eletrônicas é a rapidez na divulgação dos resultados. Anteriormente, a contagem de votos podia levar dias ou semanas. Com a automação, os resultados são disponibilizados em poucas horas após o término da votação. Para as eleições gerais de 2026, mais de 158 milhões de eleitores estão habilitados a votar.
Com informações de g1.globo.com.







