Nesta quinta-feira, 30, o dólar registrou uma queda significativa em relação ao real, seguindo a tendência de desvalorização da moeda americana frente a outras divisas no exterior. O movimento foi influenciado pela decisão recente do Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos e por novos indicadores econômicos que foram divulgados.
O dólar à vista fechou com uma diminuição de 0,95%, cotado a R$ 5,06. No acumulado do ano, a moeda já apresenta uma desvalorização de 7,78% em relação ao real. Já o dólar futuro para agosto experimentou uma queda maior de 1,07%, também aos R$ 5,06.
No dia anterior, o Fed decidiu manter a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%. Kevin Warsh, presidente da instituição, destacou o compromisso de manter a inflação em 2% e mencionou dados de inflação positivos nos Estados Unidos, reforçando que o banco continuará a monitorar as condições do mercado.
Essa mensagem foi interpretada por investidores como um sinal de que o Fed não tem pressa em aumentar as taxas de juros, o que pode ser favorável para ativos de risco, incluindo moedas de países emergentes. Novos dados econômicos reforçaram essa interpretação: o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA cresceu 1,5% no segundo trimestre, abaixo das previsões de 2,1%, e o índice de inflação PCE subiu apenas 0,1% em junho, também abaixo da expectativa de 0,2%.
Além disso, o dólar perdeu valor em relação a moedas como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. O desempenho foi negativo também em comparação com moedas fortes, como o euro, a libra e o iene, em meio a especulações sobre possíveis intervenções do governo no mercado.
No mercado externo, os preços do petróleo Brent caíram para menos de US$ 90 por barril, após um dia de alta acentuada. A atenção estava voltada para os conflitos no Oriente Médio, especialmente após os EUA terem atacado alvos da Guarda Revolucionária Islâmica no Irã, em resposta ao disparo de mísseis contra suas forças na região.
O índice Ibovespa, por sua vez, fechou em alta, alcançando 177 mil pontos durante o pregão, refletindo um clima otimista nos mercados globais. O índice cresceu 1,88%, fechando a 177.158,86 pontos, depois de ter registrado uma mínima de 173.884,55 pontos.
Esse vencedor no mercado brasileiro estava alinhado com os ganhos observados nas bolsas dos EUA, onde ações, principalmente do setor de semicondutores, tiveram um desempenho positivo. O índice S&P 500 encerrou com uma alta de 1,74%.
Na bolsa brasileira, houve destaque para os balanços corporativos, com investidores analisando os resultados financeiros de empresas como Ambev e Usiminas, enquanto aguardam os números de Multiplan e Vale, programados para serem divulgados após o fechamento do pregão. O IBGE também publicou que a taxa de desemprego recuou para 5,4%, marcando o menor índice para esse período desde 2012.
Com informações de forbes.com.br.








