O governo central anunciou um déficit primário de R$48,178 bilhões em junho, que contribuiu para um rombo de R$92,227 bilhões no primeiro semestre de 2023. Esse é o pior resultado para esse período desde 2020, de acordo com informações divulgadas pelo Tesouro Nacional.
O número de junho estava dentro das expectativas do mercado, mas apresentou um aumento em relação ao déficit de R$44,216 bilhões registrado no mesmo mês de 2022.
Economistas indicavam que o resultado das contas, que englobam o Tesouro, o Banco Central e a Previdência Social, mostraria um déficit de cerca de R$48 bilhões para o mês passado.
No mês de junho, as receitas líquidas, que não incluem transferências para estados e municípios, totalizaram R$195,173 bilhões, com um crescimento real de 10,3% em comparação ao mesmo período de 2022. As despesas totais chegaram a R$243,351 bilhões, refletindo um aumento real de 9,0%.
Entre as fontes de receita, houve aumentos expressivos em diversos tributos, com destaque para a exploração de recursos naturais, que subiu R$5,3 bilhões (+77,9%), além do Cofins (+12,7%), Imposto sobre Produtos Industrializados (+47,4%) e Imposto de Importação (+24,2%).
Quanto às despesas, em junho, houve um acréscimo de R$2,1 bilhões em benefícios previdenciários (+1,9%) e R$1,7 bilhão em abono e seguro-desemprego (+15,5%).
Acumulado
O déficit primário acumulado de R$92,227 bilhões no primeiro semestre é bem maior que o saldo negativo de R$11,277 bilhões do mesmo período de 2022, configurando o segundo pior resultado desde 1997, superado apenas pelo primeiro semestre de 2020, quando o governo enfrentou um rombo de R$599,8 bilhões devido aos impactos da pandemia de Covid-19.
Nos últimos 12 meses, o governo central acumula um déficit de R$144,1 bilhões, equivalente a 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB).
A meta fiscal do governo para este ano é alcançar um superávit primário de 0,25% do PIB, com uma tolerância de 0,25 ponto percentual e algumas despesas que não são contabilizadas.
Com informações de forbes.com.br.









