Recentemente, um vídeo tem circulado nas redes sociais afirmando que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teria declarado que “nem Trump conseguiria se encontrar com Bolsonaro” caso visitasse o Brasil. Esta informação é falsa.
O vídeo, publicado no TikTok, apresenta uma sobreposição de textos que sugere que Moraes nega a visita do ex-presidente dos Estados Unidos e também menciona Javier Milei, atual presidente da Argentina. Uma narração em áudio, gerada por inteligência artificial, acompanha a exibição de clipes que incluem Moraes, Trump, Milei e Bolsonaro.
Na gravação, o narrador afirma que Moraes estaria “furioso” e teria dito que “quem dirá um ninguém como Javier Milei” em relação às visitas. Também menciona que Bolsonaro estaria em condições de voltar ao seu antigo local de detenção e que precisaria de segurança reforçada. No entanto, essas informações não têm qualquer respaldo em fontes de imprensa confiáveis, e não há registros de tais pronunciamentos.
A assessoria de comunicação do STF confirmou que as alegações são infundadas, esclarecendo que a “informação não procede”. Além disso, Moraes decidiu que Bolsonaro poderia permanecer em prisão domiciliar após o término do prazo inicial de 90 dias.
Este vídeo falso começou a circular em 21 de julho, logo após o ministro negar a visita de Javier Milei ao ex-presidente, que está em prisão domiciliar desde março. Nas últimas semanas, diversas decisões e acontecimentos relacionados ao ex-presidente têm gerado bastante repercussão.
Em 3 de julho, Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar e, dias depois, suspendeu as visitas do senador Flávio Bolsonaro ao pai por 90 dias. Em 17 de julho, anunciou a proibição de visitas “político-eleitorais” a Bolsonaro até o fim das eleições. O clima se intensificou quando Milei criticou a decisão de Moraes, chamando-o de “lixo careca”.
Em meio a essa agitação, Moraes também exigiu esclarecimentos sobre o uso da imagem e voz de Bolsonaro em vídeos gerados por inteligência artificial.
Com informações de g1.globo.com.









